quinta-feira, 30 maio 2024
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Presidente pede desobstrução de rodovias; Bloqueios persistem na região; Parecis aderem no Chapadão

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quarta-feira (2) que manifestantes desobstruam as rodovias federais. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente afirmou que “É preciso respeitar o direito de ir e vir das pessoas” e que os protestos em rodovias prejudicam a economia do país.

“Nós temos que ter a cabeça no lugar. Os protestos, as manifestações são bem-vindos, fazem parte do jogo democrático. Ao longo dos anos muito disso foi feito pelo Brasil, na Esplanada, em Copacabana, na Paulista. Mas tem algo que não é legal: o fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na Constituição”, disse Bolsonaro.  “Desobstruam as rodovias, isso não faz parte das manifestações legítimas”, acrescentou.

De acordo com recente balanço da Polícia Rodoviária Federal, o País conta 17 estados com rodovias interditadas. Tocantins, que não tinha ações pela manhã, registra quatro interdições. Os manifestantes não aceitam o resultado das eleições presidenciais. O segundo turno foi realizado no último domingo (30) e teve como vencedor o candidato Luís Inácio Lula da Silva.

Bloqueios

Apesar do pedido do Presidente da República, alguns bloqueios ainda persistem em todo o país, em especial em Mato Grosso. Em Tangará da Serra e região, por exemplo, os bloqueios persistem. “O bloqueio vai continuar, liberamos um pouco, mas agora fechamos de novo”, disse um dos manifestantes, que exigiu anonimato.

Bloqueios persistem em Tangará da Serra e região.

Em Barra do Bugres também persiste o bloqueio junto à ponte sobre o Rio Paraguai, na MT-246. Em Campo Novo do Parecis e Sapezal, o movimento foi engrossado por lideranças indígenas da etnia Paresi. “Estamos juntos parta o que precisar, não queremos um corrupto como presidente”, disse uma liderança indígena, em áudio encaminhado à Rádio Serra FM e veiculado agora pela manhã.

 
Em Cuiabá e Rondonópolis, porém, os bloqueios já foram desfeitos, segundo informações levantadas junto à Imprensa.

Manifestações

Ontem (quarta, 02), as manifestações na região incluíram carreatas e concentrações em frente a órgãos de segurança pública, como aconteceu diante da sede do Comando Regional 7 da Polícia Militar.

Carreata em protesto reuniu grande número de carros na área central de Tangará da Serra, ontem à tarde.

Os manifestantes dizem não aceitar que o País seja dirigido novamente por um quem (Lula) já respondeu processos de corrupção. “Não se trata do atual presidente, não é isso… O que não aceitamos é a volta de um criminoso na Presidência, não queremos o comunismo”, disse ontem um manifestante de Tangará da Serra, no Trevo da Melancia, que falou à reportagem também na condição de não ser identificado. Ele completou afirmando que o movimento defende “intervenção federal” no País.

Em Cuiabá, ao longo do dia de ontem (quarta, 02), um numeroso grupo de manifestantes parou as principais vias de Cuiabá. Um dos locais de concentração foi a Avenida do CPA, em frente ao 13º Batalhão do Exército, onde os manifestantes chamavam ação das Forças Armadas para intervenção.

 
Pelo País, Brasília registrou grande movimentação de manifestantes em frente à sede do Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano.

Também houve manifestações nas principais capitais, como em São Paulo, no Ibirapuera, diante do Quartel General do Exército (Comando da 2ª Região Militar), e no Rio de Janeiro, proximidades do Palácio Duque de Caxias. Em Belo Horizonte, os protestos se deram em frente à Companhia de Comando da 4ª Região Militar.

Também foram registrados movimentos fortes em Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Manaus, Goiânia, Recife, Salvador e outras grandes cidades e, também, pelo interior do Brasil.

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