domingo, 26 abril 2026
- Publicidade -
23.9 C
Nova Olímpia
- Publicidade -

Peixe ‘mascarado’ nunca visto antes é descoberto em rios da Amazônia

Os pesquisadores fizeram medições detalhadas, análises anatômicas e comparações com outras mais de 200 espécies do mesmo grupo para confirmar que se tratava de um peixe ainda não descrito.

Um peixe pequeno, popular em aquários, mas até então desconhecido pela ciência, foi identificado por pesquisadores nos rios Xingu e Tapajós. A nova espécie do gênero Corydoras chama atenção por um detalhe curioso: uma faixa escura que atravessa os olhos e forma uma espécie de “máscara” no rosto.

A descoberta é resultado de um estudo extenso de cerca de 10 anos que analisou dezenas de exemplares coletados ao longo de anos nas bacias dos rios da Amazônia. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Federal do Pará (UFPA) e publicado na revista científica internacional Neotropical Ichthyology, em 2024.

O novo peixe, batizado de Corydoras caramater, possui um conjunto específico de características. Além do focinho mais alongado, ele apresenta uma combinação única de estruturas ósseas, formato da cabeça e padrão de manchas pelo corpo. As placas laterais têm pequenas manchas escuras irregulares, e a “máscara” nos olhos é uma das marcas mais evidentes.

Corydoras foto reproducao 2
Estrutura óssea de novo peixe descoberto na Amazônia é diferente, segundo estudo. – Foto: Reprodução

Os pesquisadores também observaram o comportamento e o habitat da espécie. Ela vive principalmente em igarapés e trechos rasos de rios, com até 30 centímetros de profundidade, correnteza leve e fundo de areia, cascalho e folhas. Em alguns locais, foi encontrada nadando em grupo com outras espécies semelhantes, inclusive algumas que ainda nem foram oficialmente descritas.

Outro ponto curioso é que esse peixe já era conhecido por criadores e entusiastas de aquários, mas apenas como uma espécie “não identificada”. Isso mostra como o conhecimento popular e científico podem caminhar juntos na descoberta de novas espécies.

Apesar de viver em áreas sob pressão ambiental — como regiões afetadas por hidrelétricas e garimpo — a espécie foi classificada como de “baixo risco de extinção”, principalmente por estar distribuída em uma área relativamente ampla, estimada em cerca de 30 mil km².

- Publicidade -
Machado vertical

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

Guia de Jogos na TV – Onde assistir seu time do coração

Apaixonados por camisas também são apaixonados por futebol ao...

Signos através dos astros

Semana de fortes influências que se iniciam por momentos...

MT entra na lista dos estados mais acolhedores do Brasil

Mato Grosso entrou no ranking dos estados mais acolhedores...
Feito com muito 💜 por go7.com.br