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O que muda com a substituição da “gotinha” de reforço contra a poliomielite?

A mudança foi anunciada pelo Ministério da Saúde em julho do ano passado e entrou em vigor ontem segunda-feira (4) 

Desde de ontem, segunda-feira (4), as duas doses de reforço da vacina oral poliomielite (VOP), as famosas gotinhas, serão substituídas por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP), que é injetável. A mudança foi anunciada pelo Ministério da Saúde em julho de 2023. Veja o que muda no esquema vacinal das crianças.

Zé Gotinha é símbolo nacional da saúde no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)De acordo com o órgão federal, a decisão de substituir as doses de reforço com VOP por uma dose de VIP foi baseada em critérios epidemiológicos, evidências científicas sobre o imunizante e recomendações internacionais para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro.

Conforme divulgado, países como os Estados Unidos e nações europeias já utilizam esquemas vacinais exclusivos com a vacina injetável.

Zé Gotinha é símbolo nacional da saúde no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O que mudou?

No Brasil, o esquema vacinal contemplava a administração de três doses da VIP, aos 2, 4 e 6 meses, e duas doses de reforço da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a gotinha, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

A partir desta segunda-feira (4), as doses de gotinha não serão mais utilizadas e será aplicada apenas uma dose de reforço com VIP, aos 15 meses de idade. Assim, o esquema de vacinação exclusivo com VIP será o seguinte:

  • 2 meses – 1ª dose
  • 4 meses – 2ª dose
  • 6 meses – 3ª dose
  • 15 meses – dose de reforço

De acordo com o Ministério da Saúde, os estados já receberam recomendações para que desenvolvam ações e preparem seus respectivos municípios para a retirada da VOPb e a substituição das doses de reforço.

A mudança da gotinha para a vacina injetável no país foi amplamente discutida em Reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e recebeu aval do colegiado.

A decisão contou com a participação dos representantes de sociedades científicas, com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e acompanhamento da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

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