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Número de UTIs neonatais em MT é inferior ao recomendado

Mato Grosso está entre os 17 estados brasileiros onde a quantidade de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatal é inferior ao recomendado, ou seja, quatro leitos para cada 1.000 nascidos vivos (NV), mesmo somando os leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede suplementar. É o que aponta um levantamento realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

No Estado, há 213 leitos, sendo 85 do SUS e 128 do Sistema de Saúde Suplementar (SSS). Esse número representa 3,64 vagas em UTIs neonatais considerando serviços públicos e privados. Avaliando-se apenas o setor público o quadro é ainda pior: 1,45 leitos para cada mil nascidos vivos.

Dentre as 17 unidades da Federação, outras duas ficam no Centro-Oeste. São elas, Mato Grosso do Sul, com 2,96 vagas, e Goiás, com 3,38/1.000 NV. As demais são Acre (1,94/mil NV); Amazonas (1,88/mil NV); Roraima (1,91/mil NV); Pará (2,25/mil NV); Tocantins (2,85/mil NV); Maranhão (1,82/mil NV); Piauí (2,73/mil NV); Ceará (2,57/mil NV); Paraíba (2,52/mil NV); Pernambuco (2,56/mil NV); Alagoas (3,03/mil NV); Sergipe (3,62/mil NV); Bahia (2,73/mil NV); Santa Catarina (3,97/mil NV).

Nestes estados, conforme o levantamento, seria necessário um aumento de cerca de 1.500 leitos adicionais para atingir a meta de cobertura mínima recomendada. Somente em Mato Grosso, são necessárias 20 novas vagas neonatais.

O alerta faz parte das ações alusivas ao mês da prematuridade, o Novembro Roxo, que visa aumentar a conscientização sobre os desafios enfrentados pelos bebês prematuros (antes das 37 semanas de gestação) e suas famílias.

Conforme a AMIB, quase 40 prematuros nascem a cada hora no Brasil e, para garantir a assistência a esses recém-nascidos, os sistemas de saúde público e privado contam com 10.288 leitos de UTIs neonatais. Já dados do Ministério da Saúde apontam que foram notificados 5.653 nascimentos prematuros desde o início de janeiro até o momento. No ano passado, foram 7.248 nascimentos prematuros.

O monitoramento da Associação aponta ainda que, apesar de a média nacional estar ligeiramente acima do preconizado, com 4,06 leitos por 1.000 nascidos vivos, considerando tanto a rede pública quanto a privada, se avaliados apenas os leitos disponíveis no SUS, a média cai para 2,03 leitos.

“Em nenhum estado brasileiro, as condições das UTI atendem os parâmetros ideais, no que se refere aos leitos do SUS. Além de revelar uma dependência do setor privado, o levantamento mostrou a desigualdade na distribuição geográfica dos leitos”, destacou a presidente da AMIB, Patrícia Mello, por meio da assessoria. A reportagem do DIÁRIO buscou um posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde (Ses-MT) sobre o assunto, mas até o fechamento desta matéria não obteve um retorno.

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