segunda-feira, 20 maio 2024
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Novembro Azul: preocupação com saúde vem superando preconceito

 

O combate ao câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens – e causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas – sempre esteve cercado de muito preconceito, tabu e falta de informação. A boa notícia é que este cenário vem mudando aos poucos. Hoje a população masculina tem entendido cada vez mais que cuidar da sua saúde é conseguir cuidar melhor e, por mais tempo, da sua família. O preconceito vem sendo superado pela preocupação com a saúde, bem-estar e qualidade de vida.

A análise é do médico urologista da Oncomed-MT Fernando Leão. Para ele, campanhas de conscientização, como a do “Novembro Azul”, são de grande importância para alertar a população sobre o câncer de próstata, que corresponde ao segundo mais comum nos homens, perdendo apenas para o de pele. “Além do mais, esse tipo de ação tem o intuito de diminuir o tabu, preconceito ou mesmo medo do homem de realizar os exames necessários para o diagnóstico dessa doença”, acredita.

É no dia a dia, no consultório, que o médico vê o resultado da disseminação de informações esclarecedoras e que desmistificam tabus. “Hoje vemos cada vez mais homens preocupados com sua saúde, cada vez mais conscientes sobre o câncer de próstata e a importância do exame médico para sua detecção precoce e, se presente, recorrer a um tratamento com altas taxas de cura”.

O médico urologista da Oncomed-MT Fernando Leão (Foto: Assessoria)

Rotineiramente os médicos recomendam o exame para homens acima dos 50 anos, porém, caso apresentem fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como casos na família de câncer de próstata ou tabagismo, por exemplo, essa indicação passa para os 45 anos. Porém, nada impede que um homem sem fatores de risco inicie os seus exames mais cedo.

O rastreio do câncer de próstata é feito por meio da combinação do exame sanguíneo de PSA e do exame físico do toque retal. Um substitui o outro? Não. De acordo com o urologista, é importante que os dois exames sejam realizados, uma vez que, isoladamente, eles não têm uma sensibilidade tão grande. “Como exemplo, podemos citar que a cada 10 homens com câncer de próstata, em dois o exame de PSA encontra-se nos padrões normais e foi o exame físico, por meio do toque retal, que conseguiu identificar a doença”, observa o especialista.

Vale lembrar, ainda, que o câncer de próstata em seus estágios iniciais não apresenta sinais ou sintomas, por isso a importância dos exames que visam sua identificação precoce. “O exame de próstata não deve ser visto como algo assustador, doloroso ou que interfere com a masculinidade. Deve, sim, ser interpretado como um exame médico normal, rotineiro, inclusive realizado em outras condições médicas”.

Ponto de atenção

Estima-se que 44% dos homens brasileiros nunca foram ao urologista e, daqueles que vão, dois terços negam-se a realizar o exame de toque. É para este público que o médico faz questão de explicar que o exame de próstata físico dura menos de 10 segundos. “É indolor. Incômodo sim, mas raramente doloroso e que tem a capacidade de detectar uma doença de alta prevalência em fase inicial propiciando altas taxas de cura”.

O diagnóstico precoce do câncer de próstata é o grande responsável pelos altos índices de cura da doença. Homens que detectam o câncer de próstata em fases iniciais conseguem taxas de cura muitas vezes superiores a 90%. Já os que o fazem em fases tardias diminuem essa chance de cura para menos de 20%.

“Temos que lembrar que no Brasil o câncer de próstata atinge um a cada seis homens acima dos 50 anos. Sendo que a cada sete minutos um homem é diagnosticado com câncer de próstata e 42 homens morrem por dia em nosso país devido a essa doença”.

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