O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, divulgou vídeo nas redes sociais mostrando a recepção de comunidades indígenas à chegada do asfalto em região próxima a Campo Novo do Parecis. Nas imagens, indígenas celebram a melhoria da infraestrutura, que promete facilitar o deslocamento, o acesso a serviços e o escoamento da produção local.
Durante a publicação, o governador ressaltou o perfil produtivo da etnia Haliti Paresi, destacando que a comunidade possui cerca de 20 mil hectares plantados e tem se consolidado como exemplo de organização econômica aliada à preservação ambiental.
A manifestação reacendeu o debate sobre o papel dos povos indígenas no desenvolvimento econômico e o direito das comunidades de escolherem o próprio modelo de vida. Defensores dessa perspectiva argumentam que não cabe a terceiros decidir se os indígenas devem ou não aderir a infraestrutura, tecnologia ou atividades produtivas.
No caso dos Haliti Paresi, a comunidade investiu na agricultura e em atividades econômicas que geram renda e melhoram a qualidade de vida, mantendo, segundo dados divulgados pelo governo, aproximadamente 98% do território preservado.
Para apoiadores do modelo, é equivocado afirmar que povos indígenas rejeitam automaticamente o asfalto ou o chamado “progresso”. Eles sustentam que a busca por melhores condições de vida não significa abandono cultural, mas exercício de autonomia garantida pela Constituição Federal.
O tema também envolve discussões mais amplas sobre infraestrutura em áreas próximas a terras indígenas, buscando conciliar desenvolvimento regional, preservação ambiental e respeito às decisões das próprias comunidades.
A experiência da etnia Haliti Paresi tem sido apontada como exemplo de que é possível unir produção, preservação e valorização cultural, reforçando o princípio de que cabe aos povos indígenas definir os rumos de seu futuro.
Fonte: Araguaia Notícias


