quinta-feira, 30 maio 2024
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Mato Grosso tem o etanol mais barato do país; já a gasolina e o diesel

O diretor executivo do Sindipetróleo, Nelson Moraes, explica que o etanol em Mato Grosso segue entre os mais baratos por conta da superprodução de álcool do Estado. Somo um grande exportador. Há ainda os incentivos dados pelo governo do Estado às usinas, como a redução do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) em 50%. Um percentual que acaba chegando ao consumidor.

Morar em Mato Grosso faz toda a diferença para os condutores de carros à álcool etílico, o etanol. Aqui, temos o menor preço do produto se comparado a qualquer outro Estado do país. No entanto, quando o assunto é gasolina e diesel, não temos motivo nenhum para comemorar. Ficamos entre os que amargam a carestia nas bombas.

Então, você deve estar se perguntando: por que existe essa diferença?

Para explicar, o LIVRE recorreu aos dados e aos especialistas do Sindipetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso). Nesse processo, vamos começar pela parte que nos alegra: o preço do álcool.

O preço médio de revenda do etanol nos postos de Cuiabá é de R$ 3,55. Já em Boa Vista, capital do Amapá –  Estado mais caro -, é R$ 4,92.

As estatísticas do Sindipetróleo mostram ainda que o Centro-Oeste está em destaque no ranking de barateiros, já que entre os quatro mais baratos, configura em três posições. Seguindo a ordem numérica temos:

  1. Mato Grosso (R$ 3,55)
  2. Goiás (R$ 3,62)
  3. Paraíba (R$ 3,66)
  4. Mato Grosso do Sul (R$ 3,77)
Diretor executivo do Sindipetróleo, Nelson Moraes, diz porque etanol está barato. (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)
E a gasolina e o diesel?

Os benefícios concedidos ao etanol não se estendem para a gasolina e nem para o óleo diesel. Esses dois produtos têm a composição do valor definido pelo cenário nacional e, até mesmo, internacional.

O primeiro ponto é que não temos aqui a produção do petróleo, que começa a ser precificado nas refinarias, recebe os impostos federais, depois vai para as distribuidoras, que entregam o produto para os postos locais. Em cada uma dessas fases, são incluídos os custos de operação e o lucro das empresas envolvidas.

Política de preços mudou desde 2016 e inclui alinhamento com mercado mundial. Foto: (Agência Brasil/Divulgação)

Além disso, é preciso entender como funciona a relação do combustível fóssil com o mercado internacional. Até  2016, o objetivo da política da Petrobrás era manter o produto acessível ao mercado interno. Agora, a estratégia inclui a relação direta com o mercado internacional, por meio do PPI (Preço de Paridade de Importação), que, alinhado ao reajuste da gasolina e do diesel, teria a função de manter a empresa na competição com as importadoras do setor.

Para definir o PPI, a Petrobrás leva em consideração a cotação do produto no mercado mundial, bem como os custos de importação.

No quesito gasolina, Mato Grosso ocupa 8ª colocação

  1. Amapá (R$4,48)
  2. Amazonas (R$4,60)
  3. Maranhão (R$4,69)
  4. Mato Grosso do Sul (R$4,71)
  5. Paraíba (R$4,74)
  6. Minas Gerais (R$4,77)
  7. Rio Grande do Sul (R$4,77)
  8. Mato Grosso (R$ 4,82)

E no diesel, estamos em 15º lugar

  1. Bahia (R$ 5,99)
  2. Goiás (R$ 6,06)
  3. Mato Grosso do Sul (R$ 6,07)
  4. Espírito Santo (R$ 6,09)
  5. Minas Gerais (R$ 6,13)
  6. Rio Grande do Sul (R$ 6,15)
  7. Paraíba (R$ 6,15)
  8. São Paulo (R$ 6,19)
  9. Maranhão (R$ 6,25)
  10. Rio de Janeiro (R$6,29)
  11. Paraná (R$6,30)
  12. Distrito Federal (R$ 6,35)
  13. Tocantins (R$ 6,37)
  14. Amapá (R$ 6,43)
  15. Mato Grosso (R$ 6,44)
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