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Maconha e saúde mental: novo estudo relaciona uso a aumento de casos de equizofrenia

Pesquisadores do Canadá descobriram um aumento de casos de transtornos mentais associados ao uso abusivo de canábis. Pesquisa apotam os grupos mais vulneráveis

A legalização do uso da maconha é pauta de debate em diversos países. E um estudo recente realizado no Canadá tem potencial de se transformar em argumento para quem é contra a medida. Os pesquisadores abservaram um aumento na relação entre o uso abusivo da canábis e transtornos mentais, como a esquizofrenia.

 

Os cientistas analisaram dados de mais de 13,5 milhões de pessoas com idade entre 14 e 65 anos e perceberam que, ao longo dos anos, a parcela de casos de esquizofrenia associados ao transtorno por uso de canábis (TUC) cresceu de forma expressiva.

 

Antes da legalização, essa associação era de 3,7%. Após a liberação da canábis não medicinal, esse número triplicou, chegando a 10,3%.

O estudo também apontou para o aumento dos casos de psicose não especificada (PNE), uma condição em que a pessoa perde o contato com a realidade. O número de diagnósticos subiu 83,7%, indicando uma tendência que merece ser acompanhada de perto.

Riscos da maconha para jovens: eles são os mais afetados?

A pesquisa sugere que os efeitos da maconha na saúde mental não são os mesmos para todas as pessoas. A relação entre transtorno por uso de canábis e a esquizofrenia é mais frequente entre jovens, principalmente homens de 19 a 24 anos. Nessa faixa etária, 18,9% dos casos de esquizofrenia foram associados ao TUC.

A incidência da esquizofrenia também aumentou em meninas de 14 a 18 anos e em homens entre 19 e 44 anos. Por outro lado, entre adultos mais velhos, os casos diminuíram. Para as mulheres mais velhas (entre 45 e 65 anos), por exemplo, essa taxa foi de apenas 1,8%.

Maconha pode causar esquizofrenia?

O estudo não bate o martelo sobre isso, mas confirma uma relação significativa. O que médicos e cientistas já sabem é que outros fatores, como predisposição genética, histórico familiar e ambiente social, também podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença.

Mas pesquisas anteriores já sugeriram que o consumo frequente de canábis com altos níveis de THC pode antecipar o início de transtornos psicóticos em pessoas predispostas.

 

Os pesquisadores reforçam que a correlação entre canábis e transtornos mentais é complexa e exige mais investigações para entender se há uma relação de causa e efeito. Ou seja, que os dados da pesquisa sugerem é que a relação entre canábis e transtornos mentais não pode ser ignorada.

 

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