Antes da legalização, essa associação era de 3,7%. Após a liberação da canábis não medicinal, esse número triplicou, chegando a 10,3%.
O estudo também apontou para o aumento dos casos de psicose não especificada (PNE), uma condição em que a pessoa perde o contato com a realidade. O número de diagnósticos subiu 83,7%, indicando uma tendência que merece ser acompanhada de perto.
Riscos da maconha para jovens: eles são os mais afetados?
A pesquisa sugere que os efeitos da maconha na saúde mental não são os mesmos para todas as pessoas. A relação entre transtorno por uso de canábis e a esquizofrenia é mais frequente entre jovens, principalmente homens de 19 a 24 anos. Nessa faixa etária, 18,9% dos casos de esquizofrenia foram associados ao TUC.
A incidência da esquizofrenia também aumentou em meninas de 14 a 18 anos e em homens entre 19 e 44 anos. Por outro lado, entre adultos mais velhos, os casos diminuíram. Para as mulheres mais velhas (entre 45 e 65 anos), por exemplo, essa taxa foi de apenas 1,8%.
Maconha pode causar esquizofrenia?
O estudo não bate o martelo sobre isso, mas confirma uma relação significativa. O que médicos e cientistas já sabem é que outros fatores, como predisposição genética, histórico familiar e ambiente social, também podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença.
Mas pesquisas anteriores já sugeriram que o consumo frequente de canábis com altos níveis de THC pode antecipar o início de transtornos psicóticos em pessoas predispostas.


