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Julho Verde: Cigarro e bebida alcoólica elevam o risco de câncer de cabeça e pescoço

 

Com a maioria dos casos diagnosticados de forma avançada, o câncer de cabeça e pescoço é o quinto mais incidente no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Compreendendo subtipos que atingem a faringe, laringe e tireoide, ele também ocorre em regiões como os lábios e parte interna da boca.

A maior parte de seus fatores de risco pode ser evitada. Não fumar, evitar bebidas alcoólicas, prezar pela higiene bucal, uso de preservativo no sexo oral e se vacinar contra o HPV estão entre as principais medidas de prevenção, cuja divulgação ganha ênfase neste período dedicado à conscientização sobre a doença.

Mais frequente entre os homens, o câncer de cabeça e pescoço causa cerca de 10 mil mortes a cada ano no país, conforme dados oficiais. Diante de estatísticas alarmantes, a campanha nacional Julho Verde reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

“É possível notar um aumento significativo de casos de câncer de cabeça e pescoço devido a causas externas e comportamentos da sociedade. A incidência tem aumentado em todos os níveis sociais e idades. A maioria dos casos está ligada a hábitos como o consumo de bebidas alcoólicas e tabaco. Entre os jovens a utilização de narguilé e cigarros eletrônicos também está entre os principais fatores de risco”, explica o cirurgião oncológico da Oncomed-MT, Rodolfo Pimentel.

A maioria dos casos do câncer de cabeça e pescoço costuma ser diagnosticada de forma avançada. Neste sentido, o especialista alerta que as pessoas devem ficar atentas a sinais e sintomas que podem ser um indicativo da doença.

“Feridas na boca que não cicatrizam, sangramentos, caroços, verrugas, dor, dificuldade para engolir, entre outros. Diante de qualquer mudança percebida no corpo, é importante procurar um médico para avaliação, com foco em diagnosticar a doença o mais precocemente possível.”

Câncer de boca

Tumor mais comum na região da cabeça e pescoço, o câncer de boca é mais incidente em pacientes que apresentam algum tipo de deficiência imunológica, como pessoas que convivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), idosos, pacientes que estão em tratamento com medicamentos e terapias que impactam a imunidade como hanseníase, tuberculose e doenças autoimunes.

O dentista oncológico e estomatologista da Oncomed-MT, Bernar Benites, alerta que a melhor forma de prevenção para esse tipo de câncer, não só para pacientes imunossuprimidos, está na boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista. “A maioria das pessoas acabam não descobrindo doenças como o câncer de boca nos estágios iniciais por não terem o costume de ir ao dentista. As vezes o principal sintoma, que são as feridas que não cicatrizam, pode ser encarado como uma simples afta.”

Tratamento multidisciplinar

O câncer de cabeça e pescoço pode ser tratado por meio de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. As técnicas podem ser realizadas isoladamente ou combinadas, dependendo do tipo e do estágio da doença. “Outro ponto importante no tratamento de qualquer câncer é a necessidade de uma equipe multidisciplinar. Não é só um médico de cabeça e pescoço que cuida de um câncer de laringe, por exemplo. É importante o trabalho de fisioterapia, nutrição, fonoaudiologia, psicologia, todos envolvidos no tratamento e recuperação do paciente,” reforça Pimentel.

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