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JANEIRO ROXO Brasil ocupa 2º lugar no mundo em casos de Hanseníase e crescimento da doença preocupa

Em época de muita discussão e campanhas para alerta das pessoas sobre a Covid-19, outras doenças acabam sendo deixadas de lado. Uma dessas doenças é a Hanseníase, que cresce assustadoramente no país, colocando o Brasil na segunda posição de casos, perdendo apenas para a Índia, que ocupa a primeira colocação. A Hanseníase existe desde os primórdios da civilização, quando era conhecida como Lepra, que tinha como melhor tratamento a exclusão da pessoa acometida com a doença, sendo relegada ao total abandono.

Sem tratamento específico para a doença à época, tomou proporções exageradas e causava nas pessoas não doentes um sentimento de asco e desprezo, pois em muitas das vezes a doença que se adapta de forma singular ao clima frio, se instala preferencialmente aos órgãos mais próximos as extremidades corporais como pernas, braços e dedos, que na antiguidade, pela falta de conhecimento, eram amputados por vezes, ou caíam por si só, uma vez que a doença ataca a pele e os nervos, como apontam estudos.

Com a evolução da medicina, a doença passou a ser estudada e um dos primeiros pontos desse conhecimento foi a mudança do nome para Hanseníase, para desmistificar a doença e romper barreiras bastante massificadas.

Para tratar a doença surgiram os cursos e pesquisas. Nessa área, foram formados os hansenólogos que se especializaram no tratamento da doença, que hoje em dia é completamente tratável e curável de maneira gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma conquista que ainda passa por tribulações devido a falta de compreensão, combatida pelas campanhas do Janeiro Roxo.

Um dos pontos elencados pelo médico Renato Gonçalves Vaccari Especialista em Medicina do Trabalho e graduando em Hansenologia, para a baixa procura pelo tratamento é realmente a negligência da doença, o que não acontece somente por parte dos pacientes, mas também dos profissionais de saúde, que muitas vezes não conseguem fechar o diagnóstico por falta de conhecimento causada pelo fracionamento das especialidades.

“Hoje em dia são muitas as especialidades e realmente é difícil estudar todas elas e acabamos nos aprofundando em uma específica. Mas isso também demanda um exame de toque, que muitas vezes não acontece. A hanseníase não aparece em exames laboratoriais com total positividade ou negatividade. Há a necessidade de tocar o paciente, de olhar e isso leva tempo e demanda enxergar a pessoa, porque os sintomas podem ser confundidos com outras doenças”,

destaca o especialista em Hanseníase.

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