quinta-feira, 4 junho 2026
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IOF voltou com tudo — e quem paga a conta é você

Aumentaram o imposto. De novo. E, como sempre, quem sente primeiro é você.

O STF decidiu restaurar o aumento do IOF, aquele imposto sobre operações financeiras do dia a dia: cartão de crédito internacional, compra de moeda estrangeira, empréstimos, seguros e envio de dinheiro ao exterior.

A mudança volta a valer com efeito retroativo, ou seja, inclusive para operações feitas desde o fim de junho. Muita gente nem sabia que o imposto estava de volta, mas o bolso já sentiu.

Afinal, o que é IOF?

IOF é o Imposto sobre Operações Financeiras.

Sempre que você movimenta dinheiro nessas situações, ele aparece:

· Compras em cartão internacional;

· Financiamentos e empréstimos;

· Compra de dólar ou euro;

· Contratação de Seguros;

· Envio de dinheiro para o exterior;

É um imposto que o governo usa para arrecadar e, também, para tentar controlar o fluxo de dinheiro do país.

O que mudou agora?

A alíquota foi reajustada para cima. Veja os principais pontos:

· Cartão de crédito internacional: de 3,38% para 3,5%

· Câmbio e envio de dinheiro ao exterior: 3,5%

· Empréstimos e financiamentos para empresas: 0,38%

· Seguros de vida com aportes acima de R$ 300 mil/mês: 5%

· Fundos de crédito (FIDCs): 0,38%

Esses valores passam a valer imediatamente e com efeito retroativo.

E no seu bolso, o que muda?

Se você viaja, consome, empreende ou envia dinheiro pra fora, o impacto é real.

· Vai gastar mais na próxima fatura internacional

· Vai pagar mais em empréstimos

· Vai perder rendimento em investimentos

· Vai precisar recalcular custos, se tem empresa

Num momento em que os juros ainda estão altos e o custo de vida pressionado, qualquer aumento de imposto dói.

O que dá pra fazer agora?

· Evite parcelamentos longos ou dívidas desnecessárias

· Planeje melhor viagens ou compras internacionais

· Avalie outras formas de pagamento com menor IOF

· Empresários: revejam operações financeiras e consultem um especialista

· Busque informação confiável. O que você não sabe pode te custar caro.

Mais uma vez, uma decisão que afeta a vida de milhões foi tomada sem debate público. E a conta, claro, caiu no colo de quem menos pode se defender.

A discussão é técnica, mas o impacto é prático: mais custo, mais dificuldade e menos transparência. É esse o país que queremos?

Por isso, seja curioso, questione e se proteja. Entender o cenário é a melhor forma de não ser engolido por ele.

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