terça-feira, 2 junho 2026
- Publicidade -
Dengue
20.6 C
Nova Olímpia
- Publicidade -

Insegurança alimentar recua, mas atinge 885 mil pessoas em MT

No Estado, a proporção de domicílios com algum grau do problema recuou de 27,2% para 22,1%, entre 2023 e 2024

Em Mato Grosso, a proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar recuou de 27,2% para 22,1%, entre 2023 e 2024.

Esse dado representa 58 mil lares a menos nessa condição de vulnerabilidade.

Apesar da redução, 885 mil mato-grossenses (23%) ainda enfrentavam algum grau ou carência de alimentos no Estado.

Do total, 660 mil sofriam insegurança alimentar considerada leve; 130 mil, moderada; e 95 mil do tipo grave, o que significa dizer que passavam fome.

Contudo, em 2023, a indisponibilidade ou a falta de acesso a alimentos de qualidade atingia 1,080 milhão de pessoas no Estado.

Ou seja, 195 mil deixaram essa situação de suscetibilidade nutricional, em um ano.

Os dados são do módulo Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio de uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

A pesquisa do IBGE classifica a insegurança alimentar em três níveis.

O primeiro deles é considerado “leve”, que é a preocupação ou incerteza quanto ao acesso a alimentos e redução da qualidade para não afetar a quantidade.

O segundo é o “moderado”, que representa a falta de qualidade e a redução na quantidade de alimentos entre adultos.

Já o terceiro é classificado como “grave” ou quando a falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos também afeta menores de 18 anos. Ou seja, crianças e adolescentes.

Nessa situação, a fome passa a ser uma experiência vivida no domicílio.

Em 2024, 44 mil pessoas saíram da faixa de insegurança alimentar grave no território mato-grossense.

E, dentre as unidades da Federação do Centro-Oeste, o Estado registrou a segunda maior taxa de residentes nos imóveis em situação de insegurança alimentar moderada ou grave (5,9%), perdendo apenas para o Distrito Federal (8,9%).

Em Mato Grosso do Sul, o índice é de 5,1% e, em Goiás, de 5,2%.

Conforme o levantamento, 76,8% dos moradores em domicílios particulares conviviam com segurança alimentar no ano passado, em Mato Grosso.

No país, a insegurança alimentar também sofreu queda, saindo de 27,6% em 2023 para 24,2% no ano passado, o que corresponde a 2,2 milhões de domicílios a menos.

No total, 54,7 milhões de brasileiros apresentaram algum grau de insegurança alimentar em 2024, sendo que a condição mais severa afetava mais de R$ 6,4 milhões de indivíduos.

No ano anterior, no entanto, a vulnerabilidade alimentar atingia ao todo 62,6 milhões de pessoas. Destas, 8,4 milhões do tipo grave.

Já as regiões Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%) apresentaram as maiores proporções de insegurança alimentar nos três níveis (leve, moderada e grave).

Dentre três em cada cinco lares (59,9%) com insegurança alimentar tinham mulheres como responsáveis pelo domicílio, enquanto homens estavam à frente em 40,1% dos lares nessa situação.

E, nos domicílios com insegurança alimentar, pessoas pardas eram responsáveis pelo lar em mais da metade dos casos (54,7%), seguidos por brancas (28,5%) e pretas (15,7%).

- Publicidade -
Machado vertical

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

Junho será mais quente do que a média na maior parte do país

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para...

Signos através dos astros

O dia de Marte na semana marca uma posição...
Feito com muito 💜 por go7.com.br