sábado, 13 junho 2026
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Infectologista diz que Febre Oropouche é doença benigna e não há motivo para pânico

Especialista explica que arbovírus é transmitido por mosquito e sintomas sintomas se assemelham aos da dengue

A infectologista do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM), Márcia Hueb, disse que não há motivos para pânico diante dos casos da Febre Oropouche registrados na região. Segundo a especialista, embora tenham sido identificados 11 ocorrências em Mato Grosso, a doença costuma evoluir para um quadro benigno. Conforme a médica, a Oropouche se trata de um arbovírus transmitido por um mosquisto conhecido como ‘pólvora’ e, além do tipo de vetor, os sintomas também se assemelham ao da dengue. Os pacientes contaminados costumam sentir dores musculares, na cabeça e ainda não existe um tratamento específico.

“As doenças por vírus, em sua maioria, não têm tratamento específico. O que não quer dizer que não há nada a ser feito. Significa que o paciente vai ficar sob cuidados e observação. No caso da Febre Oropouche, tem que ser mostrado como uma doença benigna. Então, pode ser muito desagradável para o paciente, mas costuma evoluir para a cura espontaneamente”, esclareceu Márcia Hueb em entrevista à TV Centro América nesta sexta-feira (5).

Um alerta da Diretoria de Vigilância em Saúde de Cuiabá, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), emitido na quarta-feira sobre o arbovírus, deixou os cuiabanos assustados. Mas a infectologista tranquilizou a população e destacou que a Oropouche está presente no país há muito anos, sendo comum em estados da Amazônia. Porém, os casos começaram a se espalhar por outras regiões, despertando a atenção dos órgãos de saúde. Márcia frisou que não há como controlar a proliferação do mosquito vetor. A recomendação é que a população reforce os cuidados com proteção pessoal.

“A dengue já sabemos que ela está dentro da cidade e sabemos quais são as condições para evitar. O principal é cuidar do meio em que a gente vive. É difícil você controlar o mosquito. A gente precisa proteger a população usando roupas com manga, repelentes, se possível, passando por cima das roupas, pois não tem como controlar o mosquito”, orientou a infectologista.

VETOR

COMO PROCEDER

Qualquer caso suspeito da doença deve ser comunicado à Vigilância Epidemiológica de Cuiabá em até 24 horas, por meio do WhatsApp (65) 99206-8618. Para viajantes que apresentem os sintomas, é importante procurar assistência médica, relatando o trajeto da viagem, especialmente se incluir áreas afetadas pela Febre Oropouche.

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