Conteúdo/ODOC – O governo chinês comunicou o Brasil de que não vai renovar a medida antidumping aplicada desde 2019 às exportações brasileiras de produtos de carne de frango. Trata-se de uma sobretaxa sobre o valor do produto importado, variando entre 17,8% e 34,2%, de acordo com a empresa exportadora.
A reversão da medida exclui a tarifa adicional tornando os produtos brasileiros mais baratos ao consumidor chinês, incentivando ainda mais as exportações de aves para o país asiático.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, e a China é o segundo maior consumidor mundial do produto e o principal destino dos embarques de carne de frango brasileira, que superaram U$ 1,9 bilhão e alcançaram mais de 679 mil toneladas no ano passado.
No caso de Mato Grosso, a China é o quarto maior mercado. Os embarques de aves produzidas apresentaram aumento de 22,94% atingindo 113 mil toneladas no ano passado. Em 2022, o volume embarcado chegou a 91,9 mil toneladas. A receita obtida foi 16,88% maior e atingiu US$ 225 milhões em 2023.
O Japão é o principal consumidor dos frangos produzidos e exportados pelo Estado. Em 2023, foram adquiridas 21,3 mil toneladas de aves, seguido por Arábia Saudita (18,9 mil toneladas), Emirados Árabes Unidos (18,9 mil toneladas), China (7,8 mil toneladas) e Iêmen (6,8 mil toneladas).
O fim da medida antidumping faz as exportações de frango do Brasil mais competitivas para a China e, além disso, abre novas oportunidades para outros produtores brasileiros que, mesmo com seus frigoríficos habilitados, não conseguiam ser competitivos em razão dos direitos antidumping impostos.
Para o Ministério da Agricultura, trata-se de resultado positivo para o nosso setor avícola e para a relação econômico-comercial do Brasil com a China. O Brasil permanece dedicado a manter um diálogo aberto e construtivo com os parceiros chineses, buscando oportunidades de cooperação e desenvolvimento sustentável nas relações comerciais.








