quinta-feira, 30 maio 2024
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Fazer trilha pelado está se popularizando, inclusive no Brasil

Ter contato com a natureza traz inúmeros benefícios para as pessoas, e praticamente todos sabem disso. Mas você já pensou em ter esse contato totalmente pelado? Desde o começo da pandemia, uma tendência do turismo eram as pessoas deixarem seus ambientes urbanos para terem um contato maior com a natureza e o ar livre.

Claro que para fazer isso as pessoas não precisam estar peladas. No entanto, a chamada “naked hiking” ou “freehiking”, que é “caminhada nua” traduzido, é o termo usado para quem gosta de fazer trilha pelado em áreas devidamente autorizadas, é claro.

“A ideia é sentir o que a natureza tem para oferecer. É estar em contato com tudo, com a água, a terra, as plantas e o ar. Você sente o ambiente muito mais do que totalmente vestido”, descreveu Paula Duarte Silveira, presidente da Federação Brasileira de Naturismo (FBrN).

Contudo, é preciso saber que a prática não é somente tirar a roupa e começar a andar por aí. Em países como o Brasil, onde essa prática não é permitida, as pessoas podem ser enquadradas por ato obsceno.

Por conta disso, Paula recomenda que as pessoas que tenham interesse em fazer esse tipo de trilha procurem áreas privativas e exclusivas para a atividade. E elas existem em nosso país em lugares como Espírito Santo, Bahia e Amazonas.

Por mais que no Brasil essa prática já tenha alguns adeptos, ela ainda caminha a passos lentos. Agora, fora do país, fazer trilha pelado é uma tendência. O casal belga Nick e Lins, com perfil no Instagram @n_wanderings, está há cinco anos na estrada. Eles deixaram seus trabalhos como engenheiro de TI e gestora de RH, respectivamente, para viver a vida sem roupa.

O casal de 40 e 36 anos nasceu em uma pequena cidade da Bélgica e começou a praticar a trilha pelado em vários acampamentos na França, em grandes propriedades particulares e com trilhas de diferentes extensões.

“Na Europa existem muitos resorts naturistas privados com trilhas para caminhadas nuas. Lá, não só é perfeitamente legal estar nu como também não há chances de encontrar pessoas vestidas”, garantiram eles.

Contudo, fora desses lugares tudo depende das leis locais. “Na Espanha e no Reino Unido é perfeitamente legal caminhar nu em todos os lugares. Na Holanda também é permitido por lei ficar nu em lugares naturais. Mas em muitos outros países, a nudez em público é ilegal”, pontuaram.

Nos EUA, onde é tecnicamente legal ficar pelado em âmbito federal, Nick e Lins recomendam uma caminhada na Pacific Crest Trail. Ela é uma trilha com mais de 4.200 quilômetros de extensão, entre as fronteiras dos EUA com os vizinhos México e Canadá.

“Depois de estacionar o carro, tivemos que caminhar com roupas por um quilômetro porque ainda estávamos em terras californianas. Só quando passamos o marco de entrada em terreno federal, pudemos tirar a roupa”, contaram eles.

“Pesquisamos muito bem nossas viagens para evitar situações perigosas. Mas, no geral, quando encontramos pessoas vestidas em nossas caminhadas, as respostas sempre foram positivas”, completou o casal.

Onde fazer no Brasil

 

O casal já viajou o mundo para ter a oportunidade de andar pelado pelos lugares. E quando eles estiveram por aqui, foram somente para resorts naturistas e praias de nudismo “porque a nudez em locais públicos é totalmente ilegal”.

Segundo eles, existem algumas opções para quem quer fazer trilha pelado no Brasil. Por exemplo, eles tiveram uma experiência com o Grupo Amazônico União Naturista (GRAÚNA), que é a única associação do gênero em toda a região Norte do país.

Todo ano, esse grupo de naturista organiza 11 encontros em um sítio alugado na Região Metropolitana de Manaus. Quem estiver interessado em um day use, ele inclui atividades esportivas, uso de piscina natural e uma trilha de cerca de três quilômetros em meio a árvores gigantes da Amazônia, como a samaúma.

 

“Apesar dos nossos ancestrais indígenas terem vivido ao natural, ainda há um preconceito muito grande com relação ao corpo. Um dos dos grandes desafios do naturismo é desassociá-lo do ato sexual”, disse Iran Lamego, naturista há 17 anos e presidente do GRAÚNA.

Ainda em nosso país, Nick e Lins recomendam o Colina do Sol, clube naturista em Taquara, no Rio Grande do Sul. A vila naturista é considerada a primeira da América Latina e possibilita a vivência do naturismo, como a nudez social, em uma estrutura equipada com cabanas rústicas, quadra esportiva, piscina, playground e pequenas trilhas.

Também existe um lugar no nordeste. A Ecovila da Mata é uma área de 72 mil metros quadrados, em meio à Mata Atlântica, exclusiva para lazer e hospedagem dos praticantes do naturismo.

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