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Falta de armazéns preocupa produtores de Sapezal na reta final da colheita do milho

Mesmo com boa produtividade, excesso de umidade e capacidade limitada de armazenamento dificultaram a colheita e o escoamento da produção no município

A reta final da colheita do milho segunda safra acendeu um alerta entre produtores rurais de Sapezal. Apesar dos bons índices de produtividade registrados nesta temporada, a falta de estruturas suficientes para armazenar os grãos voltou a pressionar o setor justamente no período de maior concentração da produção.

Em Mato Grosso, a colheita já alcançou 99,10% da área cultivada, mas municípios do oeste do estado, como Sapezal e Campos de Júlio, enfrentam dificuldades porque a capacidade de armazenagem não acompanhou o crescimento da produção agrícola.

Em Sapezal, o presidente do Sindicato Rural, Diego José Dal’Maso, afirma que o volume produzido atualmente supera a capacidade disponível para receber e armazenar os grãos no município. O aumento da produtividade das lavouras faz com que grandes quantidades de soja e milho precisem ser movimentadas em um intervalo cada vez menor.

Chuva também trouxe dificuldades

Além da armazenagem, as condições climáticas tiveram impacto na colheita em Sapezal. A elevada umidade relativa do ar dificultou a secagem natural do milho ainda no campo.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural, houve períodos em que a umidade relativa do ar permaneceu próxima de 100% até meados de julho. Enquanto algumas propriedades conseguiram concluir a colheita, outras ainda apresentavam entre 20% e 30% da área pendente naquele período.

A permanência prolongada das plantas no campo também provocou problemas pontuais de qualidade, com registros de grãos avariados, doenças nas espigas, fermentação e brotamento. Mesmo diante das dificuldades, a avaliação é de que a produtividade obtida pelos produtores de Sapezal foi positiva.

Investimento em armazenagem

Para o setor produtivo, um dos principais obstáculos para ampliar a capacidade de armazenamento dentro das propriedades é o elevado custo necessário para implantação de silos, secadores e outras estruturas.

Dal’Maso defende a criação de linhas de crédito com juros mais baixos para estimular produtores rurais a investir em armazenagem própria. Na avaliação do dirigente, condições financeiras mais favoráveis poderiam contribuir para reduzir a dependência das estruturas comerciais existentes.

O problema, no entanto, não se limita aos armazéns. O crescimento da produção também aumenta a necessidade de investimentos em secagem, transporte e escoamento, permitindo que grandes volumes sejam retirados das propriedades com maior velocidade durante a safra.

O cenário observado em Sapezal evidencia um dos desafios enfrentados pelo agronegócio mato-grossense: fazer com que a infraestrutura de armazenamento e logística acompanhe o avanço da produtividade registrado nas lavouras. (Única News)

FONTE/CRÉDITOS: Com informações Única News

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