O Governo de Mato Grosso está investindo aproximadamente R$ 600 milhões na construção de três novos hospitais estaduais nos municípios de Confresa, Juína e Tangará da Serra. As unidades fazem parte da estratégia de ampliar a oferta de serviços especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes do interior para Cuiabá.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), as obras estão em andamento e apresentam índices de execução que chegam a 71%. A previsão é de que os três hospitais sejam concluídos simultaneamente no primeiro semestre de 2027.
Cada unidade terá aproximadamente 18 mil metros quadrados de área construída, incluindo o prédio principal e estruturas complementares.
Os hospitais contarão, individualmente, com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de terapia intensiva e cuidados intermediários, distribuídos entre atendimento adulto, pediátrico, neonatal e semi-intensivo neonatal.
Somadas, as três unidades acrescentarão 453 leitos à estrutura hospitalar estadual, sendo 333 de enfermaria e 120 destinados às modalidades de terapia intensiva e cuidados intermediários.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, a construção dos hospitais busca preencher vazios assistenciais, principalmente em regiões onde a população ainda enfrenta dificuldades para acessar procedimentos de média e alta complexidade.
A descentralização dos serviços deverá permitir que pacientes recebam atendimento especializado mais perto de suas cidades de origem, reduzindo a pressão sobre as unidades hospitalares da Capital.
ESTRUTURA HOSPITALAR – Os projetos arquitetônicos preveem que cada hospital tenha 10 consultórios médicos, dois consultórios destinados ao atendimento de gestantes e quatro salas de pré-parto, parto e pós-parto (PPP).
As unidades também contarão com seis salas cirúrgicas, banco de sangue, banco de leite materno e espaços destinados à realização de exames especializados.
Entre os serviços previstos estão tomografia, colonoscopia e radiografias, além de outros procedimentos necessários ao diagnóstico e ao tratamento dos pacientes.
A estrutura foi planejada para oferecer atendimento de média e alta complexidade e ampliar a capacidade de assistência hospitalar nas regiões atendidas.
ALTA FLORESTA – Além das unidades em construção, o Governo do Estado inaugurou, no final de março, o Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta.
O investimento total foi de R$ 286 milhões, dos quais R$ 186 milhões foram destinados às obras e R$ 100 milhões à aquisição de equipamentos e mobiliário.
A unidade possui 162 leitos, distribuídos entre 111 de internação, 20 de UTI para adultos, 24 de observação e outras estruturas assistenciais.
Com aproximadamente 18 mil metros quadrados de área construída, o hospital dispõe ainda de seis salas cirúrgicas e 10 consultórios médicos para atendimentos ambulatoriais.
A unidade foi implantada para fortalecer a rede de saúde na região norte de Mato Grosso, ampliando a oferta de procedimentos especializados.
HOSPITAL CENTRAL – Em Cuiabá, outro investimento importante foi a entrega do Hospital Central de Alta Complexidade.
A unidade atingiu sua capacidade plena de operação em 31 de julho deste ano, com a disponibilização de 287 leitos e atendimento em 12 especialidades cirúrgicas.
O hospital integra a estratégia estadual de ampliação dos serviços especializados e de fortalecimento da rede pública de assistência.
NOVO JÚLIO MÜLLER – Outra obra hospitalar em fase avançada é a construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), realizada pelo Governo de Mato Grosso em parceria com o Governo Federal.
Localizada às margens da MT-040, entre Cuiabá e Santo Antônio do Leverger, a unidade já alcançou 95% de execução, segundo as informações estaduais.
O investimento na construção supera R$ 200 milhões.
O novo hospital terá oito blocos, 228 leitos de internação e 63 leitos de UTI, totalizando 291 leitos.
A estrutura contará ainda com 12 salas cirúrgicas, 85 consultórios médicos, banco de sangue e serviços de exames especializados.
Após a conclusão das obras, o hospital será entregue à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), enquanto a administração ficará sob responsabilidade da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Além de ampliar o atendimento pelo SUS, a nova unidade terá papel importante na formação de médicos e outros profissionais de saúde, por meio das atividades de ensino, pesquisa e assistência desenvolvidas pela universidade.
Com os investimentos em andamento, o Estado pretende ampliar a distribuição regional dos serviços hospitalares e diminuir a concentração dos atendimentos especializados na Baixada Cuiabana.
A conclusão das obras, entretanto, será apenas uma das etapas necessárias para o funcionamento das novas unidades, que também dependerão de equipamentos, contratação de profissionais e organização dos serviços assistenciais.









