sexta-feira, 17 abril 2026
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Em Nova Olímpia, o bom exemplo de um pai inspira coleção de cachaça de 21 estados do Brasil

Uma bela e rica coleção da mais popular e típica bebida brasileira tem chamado a atenção de Mato Grosso. Já foi pauta de reportagem na TV, atrai curiosos, rende admiração. O acervo de cachaça de Nélson Alves, conhecido servidor público de Nova Olímpia, talvez seja a única no estado.

Cabe aqui uma coincidência: Nova Olímpia, município localizado no Centro-Sul de Mato Grosso, é conhecida como a “Capital da Cana”, abrigando a maior usina de álcool e açúcar do estado. Todo brasileiro sabe, mas não custa frisar: a cana-de-açúcar é a matéria-prima da cachaça.

Um exemplo na memória

“Desde muito criança, lembro do meu pai, nordestino simples, chegando da roça, sujo de poeira do dia de labuta no roçado, indo ao cantinho do quarto, servindo um pequeno cálice de cachaça curtida em centenas de ervas. Tomava aquele trago, se banhava, jantava ouvindo no radinho de pilha o jornal ‘A Voz do Brasil’ e depois seguia para a cama dormir”, conta.

Alguns exemplares Matogrossenses: Cuiabana, Serra Pantaneira, Geodésica, Bressan, Sucuri, Arara, Barão do Araguaia, Rustk, Morada da Serra, Caleffi, Eitanois e Aguas Claras. E, também as especiais com Estância Morette, Serjjão 80 anos, Senta Pua e Velho Barreiro Diamond (simples)

Esta é a memória afetiva que Nélson Alves tem de seu pai, Pedro Alves da Silva (in memoriam), um apreciador de cachaça que, ao contrário de alguns consumidores da bebida, nunca teve histórico de agressividade. “Ouvia histórias de brigas, crimes e outras mazelas que o excesso de bebida alcoólica causava em algumas famílias. Lá em casa, na minha família, nunca tivemos isso. Meu pai nunca ficou alterado em razão do álcool, seja cachaça ou cerveja. Ele era até mais alegre, tranquilo e mais dócil do habitual.  Ele bebeu até seus 80 anos e faleceu com seus 94”, relata, ao explicar como iniciou a sua admiração pela cachaça.

A ideia e um belo acervo

E foi essa admiração que fez brilhar a ideia de se ter um barzinho com bebidas diversas para confraternização com familiares e amigos, com uma pequena coleção de cachaça, em Nova Olímpia.

Batizada de ‘Boteco do Seo Pedro”, a sala de sua casa tornou-se uma grande bancada de bebidas, com diversas prateleiras contendo ao menos 700 rótulos de cachaças e aguardentes de 21 Estados Brasileiros, sendo 27 rótulos só de Mato Grosso. “Comecei a comprar alguns rótulos, algumas cachaças, principalmente de Minas. Fui comprando alguma através de colegas que eu tinha em outros estados, clubes de colecionadores que nós temos vários no Brasil, então tem uns 8 anos que eu comecei a adquirir a cachaça. Aquela coisa do ímpeto, eu vejo uma e quero comprar”, pontuou, destacando que não comercializa e “até para beber fico com dó de abrir, estão todas elas lacradas. As que eu tenho aqui, quando eu bebo, reponho ou abro alguma que tenho em duplicidade”, diz.

Boteco do ‘Seo’ Pedro – Homenagem ao Pai, Pedro Alves (in memorian).

Conforme pode-se observar, são produtos em miniaturas (50 ml), long neck (200, 250 e 300 ml), garrafas de 600 ml (garrafa tradicional de cerveja), 600 ml (cachaça Brasil e Paraíba), 620 ml, 650 ml, 700 ml, porcelanas e latas (260 ml e 350 ml) e estão expostos em sua residência.

No seu acervo, diga-se de passagem, todo lacrado, encontram-se produtos (cachaças e aguardentes) dos Estados de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Tocantins, Brasília, Rio de Janeiro, Paraíba, Ceará, Goiás, Bahia, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia, Alagoas, Pará e Sergipe. Também tem aguardentes do Paraguai e da Bolívia (singane).

Quanto aos rótulos de Mato Grosso, os exemplares são de Cuiabá (Arara e Eitanois), Estrada da Guia-Cuiabá (Engenho Cuiabano), Castanheira (Castanheira), Santo Antônio do Leveger (Cuiabana), Chapada dos Guimarães (Geodésica, Velho Lobo e Donzela Chapadense), São José do Rio Claro (Água Clara), Várzea Grande (Paixão Brasileira,  Capri, Tropical, Serrinha, Zéburana e Santo Engenho), Poconé (Rancho Mineiro e Serra Pantaneira), Sinop (Só Alegria e Caleffi), Lucas Do Rio Verde (Major), Colniza (Morada da Serra), Primavera do Leste (Bressan e Velho Jacó), Tangará da Serra (Bourscheidt e Cachaça da Serra), Rondonópolis (Rustk) e Comodoro (Sucuri). Segundo Nelson, muitos dessas cachaças/aguardentes tiveram suas produções paralisadas, e não se encontram mais no mercado.

Questionado se existem outros colecionadores em Mato Grosso, Nelson diz desconhecer. “Fiz diversas pesquisas e até o momento não encontrei nenhuma informação sobre esse tipo de coleção”, informa, destacando que possui contatos de diversos produtores de cachaça artesanal do Estado, que também não conhecem alguém que colecione. “Creio que seja o único no Estado”, finaliza.

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