Em Mato Grosso, três em cada quatro trabalhadores (75,9%) vivem com renda mensal de até R$ 5 mil, segundo levantamento do Brasil em Mapas baseado em dados da PNAD Contínua de 2025. O percentual é superior à média da região Centro-Oeste (68,6%) e se aproxima da média nacional (84%), revelando que a maioria da população mato-grossense ainda se concentra em faixas intermediárias de rendimento.
O estudo estima que, se o limite de isenção do Imposto de Renda (IR) fosse ampliado para R$ 5 mil, 85,9 milhões de brasileiros — entre trabalhadores e pequenos empresários — ficariam isentos do tributo. A medida, segundo analistas, teria potencial para reduzir desigualdades regionais e aliviar a carga tributária sobre a classe média baixa.

Desigualdade regional
No recorte nacional, o Nordeste concentra o maior número de pessoas nessa faixa de renda (91%), seguido pelo Norte (85%), Centro-Oeste (68,6%), Sudeste (72%) e Sul (70%). O Maranhão lidera o ranking, com 94,8% da população ganhando até R$ 5 mil, enquanto o Distrito Federal (48%) registra o menor percentual, refletindo a presença de servidores públicos e rendas mais altas.
Em Mato Grosso, o número reforça a forte presença de empregos ligados aos setores de serviços, comércio, transporte e agroindústria, que impulsionam a economia estadual, mas ainda concentram a maior parte dos salários em faixas intermediárias. A disparidade entre os polos urbanos e as áreas rurais também é evidente: cidades como Cuiabá, Rondonópolis e Sinop concentram rendas mais elevadas, enquanto municípios do interior permanecem com índices menores.
Impacto no país
O levantamento destaca que, em todo o país, 84% da população ocupada recebe até R$ 5 mil mensais — um reflexo da renda média real do brasileiro, hoje em torno de R$ 3.477. Caso a faixa de isenção fosse ampliada, o efeito beneficiaria principalmente os trabalhadores das regiões Nordeste e Norte, onde 9 em cada 10 empregados estão nessa faixa de rendimento.









