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Dívidas atrapalham relacionamento conjugal para 62% dos inadimplentes

Pesquisa realizada pelo Instituto Opinion Box, encomendada pelo Serasa, mostra que 62% das pessoas endividadas no Brasil relatam impacto na relação conjugal. Valéria Merielles, psicóloga do dinheiro, especialista no assunto, diz que as dívidas afetam até o sistema biológico das pessoas, prejudicando desde a relação a dois até a qualidade do sono.

“A ansiedade vai invadindo a rotina de quem busca incansavelmente uma solução, o endividado passa a viver com pensamentos voltados ao futuro, não consegue mais relaxar e, consequentemente, não se concentra nas suas tarefas habituais e nem consegue mais dormir com normalidade”, explica.

De fato, a pesquisa mostra que 83% dos inadimplentes relatam insônia e 74% têm dificuldade de concentração nas tarefas diárias, o que pode comprometer até o rendimento profissional.

Em relação à saúde mental, a pesquisa revela que 78% têm surtos de pensamentos negativos devido às dívidas e 61% vivem sensação de crise de ansiedade ao pensar sobre o assunto, ao passo que 51% sentem vergonha da situação.

No Brasil, atualmente, são 64 milhões de pessoas endividadas, e a inadimplência já atinge 79% das famílias brasileiras. O problema é pior nas classes mais baixas, camada na qual mais de 80% têm créditos em aberto.

O estudo também traz dados animadores, como o fato de que 88% dos entrevistados dizem que passaram a fazer algum tipo de controle de gastos. Em meio aos impactos comportamentais gerados pela inadimplência também chama a atenção que 70% revelam confiança em conseguir quitar o débito e recuperar seu crédito.

“É visível que há uma tentativa saudável de monitorar e controlar os gastos, uma conscientização que certamente pode ser atribuída à quantidade e variedade de informações sobre o tema da educação financeira que, felizmente, chega hoje em dia por várias mídias”, diz Valéria.

Mesmo em queda leve nos indicadores do país, o desemprego ainda é considerado o principal motivo de endividamento, apontado por 29% dos entrevistados pela pesquisa do Serasa, seguido pela diminuição da renda própria, citada como causa principal por 12% dos entrevistados.

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