terça-feira, 16 abril 2024
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Delegada: “Prende e solta” de agressores de mulheres desmotiva sociedade a denunciar

A delegada Jannira Laranjeira, coordenadora do Plantão de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, afirmou ao site que o “prende e solta” de homens acusados de violência contra a mulher, estupro, e feminicídio, desmotiva as vítimas a denunciarem seus agressores.

Entre os casos citados, Jannira destacou a soltura de Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 57 anos, assassino de Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu prisão domiciliar para Carlinhos devido a problemas de saúde.

“As decisões que colocam em liberdade pessoas que cometem crimes dessa natureza, de certa forma, desmotiva a sociedade que acredita que a condenação vai valer a pena”, salienta.

A delegada também afirma que isso desmotiva até os profissionais da própria polícia, que se empenham para criar provas para o assassino ficar preso, mas em uma decisão ele acaba sendo solto.

“Desmotiva também os profissionais que estão à frente [da investigação], porque sabem da barbaridade, da crueldade no cometimento do crime. Viveram isso. Sentiram a dor daquela família, e fizeram todo aquele trabalho que poderia manter dentro da prisão por mais tempo”, explica.

“Mas aí é colocada em liberdade, também em razão da legislação, que permite. Porque a pessoa tem residência fixa, tem emprego, não tem maus antecedentes criminais, não tem antecedentes criminais”, lamenta a delegada.

Outra coisa que também preocupa a delegada em colocar em liberdade homens acusados de violência contra a mulher, estupro, e feminicídio, é que o abusador pode voltar a cometer os crimes, como aconteceu como Gilberto Rodrigues dos Anjos, que cometeu a chacina que matou mãe e as três filhas, em Sorriso (420 km de Cuiabá), no mês passado.

O bandido era procurado por um homicídio em Goiás. Ele também tinha cometido um crime sexual dois meses antes, em Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá).

“Todas as vezes que a gente fala de alguém foragido, a gente tem que atribuir uma certa culpa aí ao sistema de Justiça, ao sistema de segurança, porque hoje nós vivemos em um mundo digital”, afirma.

“Eu não quero crer que essa pessoa não tenha um WhatsApp, não tenha uma rede social. Eu não acredito que esse rapaz não se relaciona com os seus familiares”, acrescenta. “No mundo digital que vivemos, eu entendo que todas as pessoas procuradas, o sistema de Justiça, a gente [polícia] precisa aprofundar nas buscas, principalmente de crimes graves, porque essa pessoa que é envolvida nesse tipo de crime, ela vai fazer outras vítimas”, completa.

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