O médico Alexandre Maitelli, diretor técnico e obstetra do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG), destaca que, ao longo dos 9 meses de gestação, o sistema imunológico das mulheres grávidas passa por modificações significativas.
Ao manifestar sintomas compatíveis com a dengue, tais como febre, dores musculares e nas articulações, dor de cabeça, erupções cutâneas e sangramento leve, é indispensável procurar assistência médica especializada. Este passo é crucial para uma avaliação precisa e a prática das medidas adequadas para cada situação. É importante ressaltar que certos medicamentos, como aspirina, ibuprofeno ou nimesulida, devem ser evitados, uma precaução que se aplica a todos os indivíduos, não apenas às gestantes.
A desidratação representa um perigo associado à dengue, portanto, é fundamental manter-se hidratado, bebendo água ou repositores regularmente. Caso os sintomas piorarem, é imprescindível procurar novamente assistência médica. Em alguns casos, especialmente durante a gravidez, a hospitalização pode ser necessária para monitorar a progressão da doença e seus efeitos sobre o feto.
Maitelli explica que os períodos inicial e final da gestação requerem uma atenção especial. Nos primeiros 3 meses, o risco de aborto é mais elevado em comparação a gestantes não infectadas. Já no final da gravidez, a evolução para a forma hemorrágica é mais comum, podendo também ocorrer o risco de parto prematuro.
“As gestantes devem estar atentas aos sinais de alerta que podem indicar complicações, como sangramento vaginal, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tonturas ou diminuição dos movimentos fetais. Nesses casos, é importante procurar rapidamente o atendimento médico”.



