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Cesta básica passa dos R$ 800 e abre 2023 R$ 31,38 mais cara

Ao custo de R$ 811,07, o indicador da cesta básica em Cuiabá apresentou, na segunda semana de janeiro, salto de 4,02% desde o último levantamento realizado na segunda semana de dezembro do ano passado.

O indicador do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF/MT) mostra que o valor está R$ 31,38 superior ao registrado no levantamento anterior, com aumento em 85% dos 13 itens que compõem a cesta.

Segundo análise do Instituto, o valor atual é o maior da série histórica, iniciada em março do ano passado. Tal condição pode estar atrelada ao complexo cenário produtivo dos itens da cesta, além da tendência de crescimento nos preços com as festividades de fim de ano, com uma maior movimentação nos supermercados.

Além disso, os fatores climáticos continuam impactando diretamente as tendências de preços de muitos itens da cesta básica, como o caso da batata e da manteiga, que sofrem constantes crescimentos nos preços, e do leite, que tem registrado diminuição no valor.

“O preço do leite em queda, de -5,93%, é muito promissor à sua cadeia produtiva, assim como a queda do tomate (-4,38%), que pode contribuir para um menor crescimento do item a longo prazo”, explicou o superintendente da Fecomércio/MT, Igor Cunha.

Com relação ao produto derivado do leite, como a manteiga – que apresentou alta de 16,46% –, o encarecimento dos insumos relacionados à alimentação do rebanho pode ser um dos fatores que impactam no crescimento do valor do produto, assim como o clima e o comportamento do cenário internacional.

Entre os produtos que apresentaram maiores altas no levantamento, o arroz se destaca com alta de 26,85% na comparação com o levantamento anterior, chegando ao maior valor já apurado desde março de 2022, de R$ 5,41/kg.

Já a batata, a alta é de 19,97% entre as semanas apuradas, saindo de R$ 6,35/kg para R$ 7,62/kg, em média.

“O cenário internacional de preços e a variação cambial também podem gerar tendências nos preços observados nas gôndolas”, ressaltou a superintendente do Fecomércio/MT.

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