Os casos confirmados de meningite aumentaram 43,5% em Mato Grosso desde o levantamento anterior da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O número de diagnósticos registrados em 2026 passou de 62 para 89, enquanto as mortes associadas à doença subiram de dez para 15.
A atualização representa 27 novos casos confirmados e cinco mortes a mais em relação aos dados divulgados anteriormente. Além das ocorrências já confirmadas, outros 21 casos permanecem sob investigação.
A doença já foi registrada entre moradores de 33 municípios mato-grossenses, indicando uma distribuição por diferentes regiões do Estado.
Cuiabá concentra o maior número de casos confirmados, com 21 registros. Em seguida aparece Rondonópolis, com oito. Várzea Grande e Sinop contabilizam seis casos cada.
Os demais diagnósticos estão distribuídos por outros municípios, mostrando que as notificações não estão concentradas apenas na Região Metropolitana de Cuiabá ou nas cidades mais populosas do Estado.
SES não informou mudança na classificação
Apesar do crescimento dos registros, os dados apresentados não permitem, por si só, afirmar a existência de um surto estadual.
No balanço anterior, a SES-MT havia informado que não existia caracterização técnica de surto em Mato Grosso nem evidência de transmissão comunitária sustentada.
Na atualização mais recente encaminhada à reportagem, a Secretaria apresentou o aumento no número de casos e mortes, mas não informou alteração nessa classificação epidemiológica.
Por isso, embora o avanço dos números chame atenção, não há, nas informações fornecidas, indicação oficial de que o Estado tenha passado a considerar a situação como surto.
O que é meningite
A meningite é caracterizada pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por diferentes agentes e, consequentemente, apresentar causas distintas.
A vacinação está entre as principais formas de prevenção contra os tipos da doença contemplados pelo calendário de imunização.
O avanço de 62 para 89 casos mantém a evolução dos registros sob acompanhamento das autoridades de saúde, especialmente diante das 15 mortes contabilizadas e dos 21 casos que ainda aguardam conclusão da investigação.









