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Carnes bovinas lideram ranking de Mato Grosso

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou hoje, 25 de junho, a Pesquisa Industrial Anual – Empresa e Produto – PIA Empresa e PIA Produto, que retratam as características estruturais do segmento de empresas industriais no Brasil, englobando as Indústrias extrativas e as Indústrias de transformação.

Em 2023, o setor industrial de Mato Grosso apresentou um crescimento significativo na estrutura produtiva. O número de unidades locais de empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas alcançou 3.941, representando um aumento de 25,91% em relação ao ano anterior. Esse avanço também se refletiu no mercado de trabalho, com 122.668 pessoas ocupadas em 31 de dezembro, um crescimento de 10,6% no comparativo anual. Apesar da expansão no número de empresas e postos de trabalho, os indicadores financeiros do setor registraram retração. A receita líquida de vendas somou R$ 149,27 bilhões, uma queda de 7,67% em relação aos R$ 161,67 bilhões registrados em 2022.

O valor da transformação industrial também recuou, totalizando R$ 38,3 bilhões — redução de 6,45% no mesmo período. Na Região Centro-Oeste, Mato Grosso contribuiu com 26,8% do Valor da Transformação Industrial (VTI), atrás apenas de Goiás com 44,8%, e à frente de Mato Grosso do Sul com 25,4% e do Distrito Federal com 3,0% de participação no Valor de Transformação Industrial.

BRASIL – A diversificação da produção industrial nas cinco Grandes Regiões e 27 Unidades da Federação pode ser compreendida a partir da análise integrada dos resultados setoriais e regionais das unidades locais. Em 2023, a PIA-Empresa registrou que a região Sudeste contribuiu com 60,9% do VTI da indústria, seguida pelas regiões Sul (18,7%), Nordeste (8,2%), Norte (6,2%) e Centro-Oeste (6,1%).

Entre 2014 e 2023, apenas as regiões Sudeste e Centro-Oeste aumentaram a concentração regional da produção, com incrementos de 2,2 pontos percentuais (p.p.) e 0,7 p.p., respectivamente, ao passo que houve redução na representatividade nacional das regiões Nordeste (1,5 p.p.), Sul (1,2 p.p.) e Norte (0,1 p.p.). Vale destacar que, ao longo dos últimos 10 anos, a região Sudeste apresentou oscilação na participação na indústria brasileira, chegando ao menor patamar da série histórica em 2020, quando alcançou 56,2% do VTI, e recuperou a participação relativa nos anos seguintes. Esse movimento refletiu, principalmente, o aumento da participação de São Paulo, líder da produção nacional, que, no pós-pandemia de Covid-19, passou de 30,4% em 2020, para 34,4% em 2023.

No ranking nacional, o primeiro lugar foi ocupado por São Paulo, seguido por Rio de Janeiro (13,0%) e Minas Gerais (11,4%), que juntos perfizeram 58,8% do VTI da indústria brasileira. A indústria da região Centro-Oeste se caracteriza pela existência de plantas agroindustriais com uso intensivo em tecnologia e forte potencial exportador, o que passou a dotar a região de um complexo industrial tanto na indústria alimentícia quanto na de biocombustíveis, os dois principais setores industriais de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Distrito Federal concentrou pouco mais de um quarto da produção na extração de minerais não metálicos, atrelada à indústria da construção.

PESQUISA INDUSTRIAL ANUAL-EMPRESA 2014/2023 – Pesquisa Industrial Anual (PIA-PRODUTO) A Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto) fornece informações sobre a produção e a venda de produtos e serviços industriais fabricados pela indústria brasileira. Em 2023, foram pesquisados cerca de 3,4 mil produtos e serviços industriais em aproximadamente 40,9 mil unidades locais industriais distribuídas por mais de 34,0 mil empresas – correspondente ao estrato certo da PIA-Empresa1 – classificadas de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

A receita líquida de vendas das unidades locais industriais, em 2023, foi de cerca de R$ 4,9 trilhões. Na região Centro-Oeste, que representou 7,2% do total da receita industrial do País, os destaques foram os produtos da agroindústria: Carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (12,6%); Tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja (8,5%); e Adubos ou fertilizantes com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) (5,8%), que foram responsáveis por 26,9% das vendas da região.

Entre os dez principais produtos da indústria mato-grossense em 2023, as carnes de bovinos frescas ou refrigeradas se destacaram como líderes em receita líquida de vendas, somando R$ 23,43 bilhões.

O segundo lugar ficou com os subprodutos da extração do óleo de soja — tortas, bagaços, farelos, cascas, palhas e outros resíduos — que geraram R$ 20,31 bilhões em receita. Na terceira posição do ranking aparece produto Adubos ou fertilizantes formulados com nitrogênio, fósforo e potássio (NPK), que movimentou R$ 12,29 bilhões no período.

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