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Agro – Retrospectiva da agricultura: veja o que impactou a atividade em 2022

No ano que passou, quem vive de agricultura precisou enfrentar fatores climáticos e obstáculos no cenário internacional. Enquanto o fenômeno La Ninã causava severas oscilações entre secas rígidas e chuvas intensas, a guerra entre Rússia e Ucrânia trazia incertezas sobre as exportações e insegurança sobre fornecimento de fertilizantes.

Sendo assim, nada melhor do que entender o que aconteceu para desenhar as expectativas futuras do agronegócio, a principal atividade econômica do Estado de Mato Grosso. As avaliações fazem parte do trabalho da agrotech do Sistema Integrado de Monitoramento Agrícola (Sima), que atua como monitoramento, controle e análise de dados para agricultura.

Soja

plantio de soja
(Foto: Marcos Vergueiro / Secom MT)

Na soja, por exemplo, a busca pelo cultivo no limpo em 2022, por meio da dessecação pré-plantio, foi uma das estratégias mais adotadas pelos produtores para evitar a matocompetição inicial.

Neste processo de controle das plantas invasoras, monitoramentos realizados pela plataforma da Sima apontaram que a maior incidência foi de trapoeraba (Commelina spp).

Além das daninhas, os sojicultores tiveram diversos desafios, potencializados pelo clima, como a mancha alvo (Corynespora cassiicola) e mancha parda (Septoria glycines), respectivamente. E, ainda, os insetos-praga como o percevejo-marrom (Euschistus heros), vaquinha (Diabrotica speciosa) e a lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens) foram os mais representativos no monitoramento para esta cultura.

Algodão

(Foto: Assessoria)

Também de acordo com os dados da Sima, a ramulária (Ramularia gossypii) foi a doença de algodão mais relatada nos monitoramentos de 2022, com alerta para a tendência de apresentar o mesmo comportamento na safra de 2023.

Os cotonicultores reportaram para os técnicos da agtech maiores incidências de pragas como o piolho-do-algodoeiro (Aphis gossypii) e a mosca-branca (Bemisia tabaci), seguido pela presença de tripes (Caliothrips phaseoli).

Além disso, os dados apontaram que nas áreas de algodão, em especial na região Centro-Oeste, o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) tem sido a planta invasora mais presente nos campos.

Feijão

Já o feijão, no ano passado, apresentou o melhor preço médio dos últimos anos. De acordo com Maurício Varela, engenheiro agrônomo e Co Founder da agtech no Brasil, as informações apontam para aumento da demanda internacional pelo produto em 2023.

Em adversidades, a vaquinha se destacou como uma das principais pragas do feijoeiro no Sul e Sudeste, seguida por alta incidência de tripes e mosca-branca.

A mancha alvo também foi representativa para o cultivo do feijoeiro, apenas antecedida por doenças como mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e antracnose (Colletotrichum lindemuthianum).

Nessas regiões, também foi possível observar que a buva (Conyza spp) vem tomando espaço nas lavouras, fator preocupante já que ambas apresentam casos crescentes de resistência à herbicidas.

Milho

Foto: Divulgação

Já nos milharais, foi a vaquinha que causou danos expressivos, atrás apenas da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e do pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis).

Nos monitoramentos realizados pela Sima, doenças como a helmintosporiose (Helminthosporium turcicum) e cercosporiose (Cercospora zeae-maydis) foram as mais observadas no País.

“Apesar das adversidades, a produção de milho em 2022 foi robusta e a expectativa de fechar a exportação em mais de 42 milhões de toneladas surpreende ao se comparar com as 20,6 milhões de toneladas do ano passado”, destaca Varela.

O que esperar da agricultura em 2023?

O executivo da Sima destaca dois pontos importantes para o setor neste período, um é de que existe uma corrente por um agro mais sustentável para os próximos anos, com diversos investimentos nas áreas de ciência e tecnologia. Por outro lado, em paralelo, a do intenso cenário de startups inseridas no agronegócio, as chamadas agtechs.

Segundo o estudo Radar Agtech, realizado pela empresa de consultoria e pesquisa Homo Ludens Research & Consulting, o número de startups do agro apresentou crescimento de 40% entre 2019 e 2021, passando de 1.124 para 1.574.

Foto: Olímpio Filho/Embrapa

“O Brasil está na vanguarda da digitalização do agronegócio e é visível o aumento dos investimentos em agtechs, startups que oferecem soluções inovadoras e tecnológicas para todas as etapas da cadeia produtiva do campo”, aponta o executivo.

Para ele, 2023 será um ano intenso para o agronegócio, que deverá enfrentar um novo governo, bem como a continuidade da guerra e desafios com a inflação. Porém, mesmo com esse cenário, todo o contexto apurado pela Sima defende que as perspectivas são boas.

Além disso, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a expectativa é de crescimento do PIB do setor agropecuário em 2023 na ordem de 10,9%, que será puxado pela alta de 13,4% na produção vegetal (com previsão de expressivas altas esperadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as produções de soja e milho) e de 2,6% na produção animal (em função do bom desempenho na produção de bovinos e de suínos).

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