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Agosto Verde Claro faz alerta sobre linfomas

 

Assim como a leucemia, o linfoma é um tipo de câncer do sangue. Enquanto a leucemia tem origem na medula óssea, o linfoma surge no sistema linfático, composto por órgãos (gânglios) e vasos responsáveis pela imunidade do corpo. Caracterizado pelo aparecimento de caroços pelo corpo, os linfomas são divididos em dois tipos: Hodgkin e não Hodgkin e possuem mais de 14 mil casos estimados por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Agosto é o mês de conscientização sobre linfomas, recebendo o laço de cor verde clara. A campanha tem como objetivo divulgar informações sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce da doença.

A médica hematologista da Oncomed-MT, Angeline Crivelatti, explica que os linfomas não possuem uma causa específica, surgindo a partir de alterações no comportamento celular no sistema linfático.

“Dentro dos gânglios habitam nossas células do sistema imunológico, chamadas linfócitos. Quando o nosso corpo é acometido por infecções por vírus ou bactérias, essas células se proliferam de forma ordenada com o objetivo de combatê-las. Quando esse crescimento celular sofre algum tipo de mutação, essa proliferação passa a ocorrer de forma desordenada resultando assim, no aparecimento do câncer.”

A hematologista pontua que essa proliferação resulta em um dos principais sintomas da doença.

“Quando há a incidência de um linfoma, há um aumento no volume dos gânglios, formandos caroços nas regiões afetadas e que podem ocorrer da cabeça aos pés. É um dos principais sintomas do câncer e que mais chama atenção na avaliação médica.”

A especialista cita, ainda, outros sinais que devem ser levados em consideração na análise clínica.

“Geralmente não são sintomas específicos, ou seja, podem ocorrer em outras doenças. Denominamos de sintomas B que são febres, sudorese noturna, a ponto de precisar trocar a roupa e os lençóis, além do cansaço e perda de peso.”

Classificação e tratamento

(Foto: Divulgação)

Os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin. De comportamento e grau de agressividade diferentes, os linfomas de Hodgkin ocorrem em um tipo específico de célula, já os linfomas de não Hodgkin podem surgir em outras células do sistema linfático. Essa diferenciação é fundamental para a determinação do tratamento a ser seguido.

“Ambos os subtipos são curáveis, mas possuem tratamentos diferentes. Os linfomas de Hodgkin são tratados com a quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia ou combinadas, conforme o estágio da doença. Essas modalidades também são aplicadas a alguns tipos de não Hodgkin. Por outro lado, é importante ressaltar que existem alguns subtipos que não necessariamente vão precisar de um tratamento. São denominados de linfomas indolentes, geralmente apenas observados e acompanhados por um médico”, explica a especialista.

Fatores de risco

Pacientes com imunodepressão crônica, ou seja, que possuem o sistema imunológico comprometido por infecções virais específicas, estão dentro do grupo de risco da doença. São infecções relacionadas aos vírus Linfotrópico da célula T humana (HTLV), Epstein–Barr, também chamado de herpes vírus humano, da Imunodeficiência Humana (HIV) e bactéria H. Pylori, presente no estômago e principal causadora de gastrite e úlceras gástricas.

Outro fator de risco está associado ao uso contínuo de medicamentos imunossupressores, geralmente utilizados por pacientes diagnosticados com doenças autoimunes.

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(Com assessoria)

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