sábado, 13 junho 2026
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Reprovação do governo Lula no mercado financeiro atinge 90%, aponta pesquisa Quaest

Levantamento foi realizado entre 29 de novembro e 3 de dezembro, após anúncio do pacote de corte de gastos do governo. Foram ouvidos 105 agentes do setor econômico, entre gestores, economistas e analistas

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (4), sobre o que pensa o mercado financeiro mostra uma piora na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre gestores, economistas, analistas e operadores (traders) de fundos de investimento.

A reprovação do presidente subiu de 64% para 90% desde o levantamento anterior, feito em março.

A pesquisa foi realizada entre 29 de novembro e 3 de dezembro, capturando, portanto, a reação negativa do mercado financeiro ao pacote de ajuste fiscal anunciado na quarta-feira da semana passada. Foram feitas 105 entrevistas junto a fundos de investimento com sede em São Paulo e Rio de Janeiro.

Aprovação do Congresso

Também houve uma piora na avaliação do mercado sobre o desempenho do Congresso, cuja reprovação subiu para 41%, frente aos 17% de novembro do ano passado, quando a questão havia entrado na pesquisa pela última vez.

Há uma expectativa, manifestada por 65% dos entrevistados, de que Davi Alcolumbre (União), se eleito presidente do Senado, fará maior oposição ao governo do que o chefe atual da casa, Rodrigo Pacheco (PSD). Já na Câmara a situação se inverte, e 63% entendem que Hugo Motta (Republicanos), mais cotado para presidir a casa, será mais próximo ao governo do que Arthur Lira (PP).

 Roberto Campos Neto, é o mais bem avaliado: 70% confiam muito no atual presidente do Banco Central (BC), cujo mandato termina ao fim deste mês. Em relação ao diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, que assume o comando do BC em janeiro, pouco mais da metade (55%) disseram confiar pouco ou nada.

Avaliação de Fernando Haddad

A avaliação positiva do mercado em relação ao trabalho de Haddad caiu para 41%, frente aos 50% do levantamento anterior, feito em março. Para 61%, o ministro da Fazenda perdeu força desde o início do mandato, sendo que em março apenas 14% tinham esta impressão.

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