O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, alertou sobre o aumento de casos de hanseníase em Mato Grosso. Conforme o presidente da entidade, MT está 600% acima da média nacional. Dados do Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac) apontam que, apenas em 2023, foram mais de 4 mil diagnósticos da doença.
“Eu digo que Mato Grosso é o primeiro na produção de carne, de soja, de milho, de algodão, mas e o campeão absoluto de também de hanseníase. Temos um estado desigual, onde existem ilhas de prosperidade e ilhas de miséria, e isso é resultado das políticas públicas adotadas ao longo das últimas décadas. Esses problemas não e apenas do governo atual, nem do anterior, mas de falta de continuidade e de eficácia nas ações voltadas para reduzir essas desigualdades”, destacou Sérgio Ricardo nesta segunda-feira (4) durante o seminário “Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase” que continua nesta terça-feira (5).
“A hanseníase acontece onde não existe saneamento básico, onde não há o mínimo de condições para uma vida digna. E o que traz essa doença? Ela traz problemas gravíssimos, pode deixar uma pessoa incapacitada, atinge os dedos, a pele, o rosto, é uma doença que destrói a vida de quem a contraiu e que, infelizmente, ainda atinge crianças no nosso estado” argumentou o conselheiro-presidente do TCE-MT.
TCE
Sergio deixou claro que o governo estadual vem se empenhando no combate à doença, porém o mesmo destaca a importância de isso se tornar uma “prioridade continua”.
“A hanseníase já e conhecida como lepra há séculos, nos tempos de Cristo, e, mesmo com todo o avanço da medicina, ela ainda está aqui.” Declarou Sergio Ricardo.



