Entre as águas calmas e a vegetação exuberante do Pantanal mato-grossense, uma cena rara e majestosa hipnotiza quem tem o privilégio de presenciar. Às margens do Rio São Lourenço, surge Marcela, uma onça-pintada conhecida entre guias e fotógrafos da região como um verdadeiro ícone da vida selvagem pantaneira.
“Caminhava com uma presença e autoridade tamanhas, que até as aves levantavam voo à sua passagem”, descreveu ele. “Nada do que eu possa escrever pode transmitir a sensação vivida.”

O momento, segundo Tomas, foi simbólico. Era o encerramento do último passeio com o grupo de visitantes do ano, e a aparição de Marcela pareceu uma despedida. “Lembro como a última grande cena do ano passado”, afirmou.
“Embora depois disso ainda tenhamos tido outro avistamento naquela mesma tarde, aquele momento foi especial.”
Além da caminhada firme na areia, Marcela também foi registrada nadando, com o corpo quase submerso e os olhos atentos entre as plantas aquáticas. Uma imagem que sintetiza a força, a delicadeza e o mistério desse animal que reina absoluto na planície alagada.

A expedição que testemunhou esse encontro foi organizada em parceria com o fotógrafo Emilio White, e tem como ponto de apoio o hotel Santa Rosa Pantanal, um dos locais mais procurados por quem deseja observar onças-pintadas em seu habitat natural.
Para quem quiser viver essa experiência, ainda restam duas vagas para junho de 2025 e algumas para outubro.
Se há animais que carregam autoridade, elegância e presença, Marcela está no topo. E sua caminhada silenciosa continua a ecoar nas lembranças de quem a viu e nas águas calmas do Pantanal.


