A indígena Neiriane Taerik, de 26 anos, de Brasnorte, está na lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, da Forbes Agro, publicada na última quinta-feira (15). Ela é reconhecida pelo trabalho com mulheres indígenas que beneficiam castanha-do-brasil na Terra Indígena Erikpatsa.
Neiriane é a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho. À frente da entidade, ela organiza um grupo de 16 mulheres que trabalham no beneficiamento da castanha.
O grupo faz parte de uma iniciativa de bioeconomia que envolve 12 aldeias. Entre 2024 e 2025, as mulheres venderam 2,5 toneladas de castanha beneficiada.
A iniciativa integra o projeto Biodiverso, que tem como meta aumentar a produção, gerar renda nas comunidades e ajudar a conservar a floresta.

Sete mulheres de MT na lista
Neiriane é uma das sete mulheres com atuação em Mato Grosso escolhidas pela revista. A lista também tem a engenheira agrônoma Maria Cecília Zenezokemaero, do povo Haliti-Paresi, de Campo Novo do Parecis, e Belisa Souza Maggi, presidente da Fundação Amaggi, criada em Sapezal.
Para montar a lista, a Forbes avaliou o poder de decisão sobre recursos e negócios, o impacto na atividade produtiva e a capacidade de influenciar e mobilizar outras pessoas. Segundo a revista, a influência não depende de fama ou de grande presença nas redes sociais.
Agrônoma Haliti-Paresi
Maria Cecília Zenezokemaero é do povo Haliti-Paresi e foi a primeira mulher de sua aldeia a se formar em Engenharia Agronômica. Ela presta assistência técnica a lavouras de algodão e divulga os conhecimentos e as práticas agrícolas da comunidade, em Campo Novo do Parecis.
O território Paresi produz soja, milho, feijão e gergelim. Segundo o perfil publicado pela Forbes, a comunidade cultiva 17 mil hectares, cerca de 1% de suas terras, e divide a renda das lavouras igualmente entre as famílias.








