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Entenda por que 9 de julho deve ser um dos dias mais curtos da Terra

A Terra tem completado o ciclo de 24 horas em alguns milissegundos a menos desde 2020

Você já teve a sensação de que o tempo passou mais rápido em determinado dia, mês ou ano? Nesta quarta-feira (9), essa percepção pode ganhar respaldo científico, já que há grande chance de este ser um dos dias mais curtos da história do planeta Terra.

Segundo o astrofísico Graham Jones, uma rotação completa do planeta dura exatamente 86.400 segundos, o equivalente a 24 horas. No entanto, desde 2020, a Terra tem completado esse ciclo em alguns milissegundos a menos.

Nos meses de verão no Hemisfério Norte (e inverno no Hemisfério Sul), essa aceleração tem se repetido. Em 5 de julho de 2024, por exemplo, o planeta concluiu sua rotação -1,66 milissegundos antes do tempo previsto — o recorde atual. Casos semelhantes foram registrados em:

  • 9 de julho de 2021 (-1,47 milissegundos)
  • 30 de junho de 2022 (-1,59 milissegundos)
  • 16 de junho de 2023 (-1,31 milissegundos)

Agora, cientistas projetam que o fenômeno se repetirá em 2025, com destaque para três datas: 9 de julho, 22 de julho e 5 de agosto.

No dia 9 de julho, a rotação pode ser concluída de 1,30 a 1,51 milissegundos mais cedo que o padrão.

Esse encurtamento está ligado, entre outros fatores, à posição da Lua em relação ao Equador, que afeta a força gravitacional exercida sobre a Terra. Quando o satélite natural está mais distante da Linha do Equador, sua influência diminui.

Por que isso acontece?

Embora a  consiga medir com precisão essa variação, ainda não há consenso sobre suas causas. O pesquisador Leonid Zotov, considerado uma referência internacional no estudo da rotação da Terra, afirma que modelos atuais que envolvem oceanos e atmosfera não explicam completamente essa aceleração.

“Modelos oceanográficos e atmosféricos não são suficientes para explicar essa grande aceleração”, pontua Zotov.

Graham Jones sugere que mudanças no núcleo do planeta podem estar envolvidas. No entanto, o fato de os relógios atômicos só existirem desde a década de 1950 dificulta a análise de padrões em escalas de tempo mais amplas.

Apesar das incertezas, Zotov acredita que o planeta pode estar se aproximando de uma nova fase: a desaceleração. Ou seja, o ritmo acelerado da Terra, que pode deixar o dia 9 de julho mais curto, deve diminuir nos próximos anos.

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