quinta-feira, 28 maio 2026
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Parábola das Minas: Vamos aproveitar os presentes recebidos nesta vida

Quarta-feira da 33ª semana do Tempo Comum
Evangelho
Lc 19,11-28
Naquele tempo, enquanto estavam escutando, Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia se manifestar logo. Disse: «Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. Chamou então dez dos seus servos, entregou a cada um uma bolsa de dinheiro e disse: Negociai com isto até que eu volte. Seus concidadãos, porém, tinham aversão a ele e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: Não queremos que esse homem reine sobre nós. Mas o homem foi nomeado rei e voltou. Mandou chamar os servos, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber que negócios cada um havia feito. O primeiro chegou e disse: Senhor, a quantia que me deste rendeu dez vezes mais. O homem disse: Parabéns, servo bom. Como te mostraste fiel nesta mínima coisa, recebe o governo de dez cidades. O segundo chegou e disse: Senhor, a quantia que me deste rendeu cinco vezes mais. O homem disse também a este: Tu, recebe o governo de cinco cidades. Chegou o outro servo e disse: Senhor, aqui está a quantia que me deste: eu a guardei num lenço, pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste. O homem disse: Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Sabias que sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. Então, por que não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros. Depois disse aos que estavam aí presentes: Tirai dele sua quantia e dai àquele que fez render dez vezes mais. Os presentes disseram: Senhor, esse já tem dez vezes a quantia! Ele respondeu: Eu vos digo: a todo aquele que tem, será dado, mas àquele que não tem, até mesmo o que tem lhe será tirado. E quanto a esses meus inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente». Depois dessas palavras, Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém.

Comentário sobre o Evangelho

Hoje, com a “Parábola dos talentos”, o Mestre nos move a aproveitar o tempo e os dons que recebemos em vida. Por isso, convém que reconheçamos nossa dívida com Deus (e com tantas pessoas). Concretamente, o tempo —um grande dom— Deus nos dá: não o fabricamos. É tempo para nossa liberdade (outro grande dom!). Malgastar o tempo é prejudicar a liberdade pessoal. E o mais grave: quem se dedica a matar o tempo corre o risco de matar sua eternidade. —«Negociai até que volte». Não duvide: voltará!
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