sexta-feira, 9 outubro 2026
29.3 C
Nova Olímpia
- Publicidade -
Dengue
- Publicidade -
Inst. BioFlores

Nova Copa ganha forma com estreantes, times que andavam distantes e uma notória ausência

Primeiro Mundial com 48 seleções terá nações de pouca tradição no futebol e não terá a tetracampeã Itália. Disputa se aproxima com planeta em guerra e tensão sobre a ida da equipe do Irã aos Estados Unidos

Concluídos na terça-feira (31) os duelos de repescagem das Eliminatórias, a Copa do Mundo de 2026 tem seu desenho completo. Está definida a tabela com as 72 partidas da fase de grupos, que serão realizadas em sedes nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

A 23ª edição da competição será a primeira com 48 seleções, um aumento considerável em relação ao modelo adotado de 1998 a 2022, com 32 aspirantes ao troféu. A mudança no formato vai permitir a presença de nações de diminuta tradição no futebol, com quatro estreantes.

Debutarão no Mundial dois representantes da Ásia, Jordânia e Uzbequistão, um da África, Cabo Verde, e um do Caribe, Curaçao. Haverá ainda equipes de mínima e distante experiência do torneio, caso dos dois últimos classificados.

Sobreviveram à repescagem mundial a República Democrática do Congo e o Iraque. O país africano nem tinha esse nome quando disputou sua única Copa, em 1974, como Zaire –e teve três derrotas, uma delas por 3 a 0 para o Brasil. O asiático só esteve no campeonato em 1986, sob direção do técnico brasileiro Evaristo de Macedo –também com três derrotas em três jogos.

“Será uma grande festa”, disse o presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, que foi responsável pela ampliação do certame para 48 seleções e já cogita uma nova versão com 64. “É mais do que uma competição esportiva. É um evento social que o mundo inteiro vai parar para admirar.”

No modelo escolhido, as vagas foram distribuídas desta maneira: Europa, 16; África, 9, Ásia, 8, América do Norte, América Central e Caribe, 6; América do Sul, 6; e Oceania, 1 –além das duas da repescagem mundial. E nem assim a Itália se classificou.

A tetracampeã ficou em segundo lugar em seu grupo nas Eliminatórias, liderado pela Noruega, e teve de disputar a repescagem europeia. Superou a Irlanda o Norte, mas sucumbiu no duelo decisivo, uma derrota nos pênaltis para a Bósnia.

Será o terceiro Mundial seguido sem a presença dos italianos, uma marca negativa que jamais havia sido atingida por nenhuma das nações que já levantaram a taça. “Peço desculpa”, disse o técnico Gennaro Gattuso, que, como jogador, foi titular na conquista do tetra, em 2006, na Alemanha.

Ele verá de casa a edição 2026, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho e será decidida no MetLife Stadium, em East Rutherford, perto de Nova Jersey e de Nova York. Despontam como favoritas nas principais casas de aposta a Espanha, a França e a atual campeã Argentina.

Já o Brasil teve um ciclo acidentado, com destituição do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ednaldo Rodrigues, substituído por Samir Xaud, e múltiplos treinadores. Após trabalhos ruis do interino Ramon Menezes, do quase interino Fernando Diniz e do breve Dorival Júnior, chegou o renomado italiano Carlo Ancelotti, que será o primeiro estrangeiro a dirigir a seleção brasileira em um Mundial.

O carisma e o vasto currículo do técnico de 66 anos ofereceram um aumento de confiança e alguns bons momentos em campo, mas a formação verde-amarela, com tantas mudanças nos últimos quatro anos, parece um time longe de pronto. Com Carletto, foram até aqui cinco vitórias, dois empates e três derrotas –a última delas um choque de realidade, 2 a 1 para a França, que teve um atleta expulso no início da etapa final e ainda assim marcou mais um gol.

“Estamos no caminho e estaremos preparados para a Copa”, afirmou Ancelotti após o revés na última quinta (26), algo que repetiu na terça (31), ao fim de uma atuação bem melhor no triunfo por 3 a 1 sobre a Croácia. “Como disse depois do jogo contra a França, estamos no caminho correto”, insistiu.

O prestígio do italiano tem lhe permitido evitar a convocação do atacante Neymar, 34, que há anos convive com problemas físicos e não foi levado ao time nacional nenhuma vez desde a contratação do atual treinador, em maio do ano passado. A lista final de 26 convocados será anunciada no dia 18 de maio, e, ao que tudo indica este momento, o camisa 10 do Brasil nas últimas três Copas não estará nela.

Já a situação do Irã é menos clara, embora as indicações mais recentes apontem para a presença da seleção do Oriente Médio no Mundial. O país está desde o fim de fevereiro sob ataque dos Estados Unidos, e sua equipe tem os três jogos da primeira fase marcados para cidades norte-americanas: dois em Inglewood (na região metropolitana de Los Angeles) e um Seattle.

O presidente da FFIRI (Federação de Futebol da República Islâmica o Irã), Mehdi Tah, chegou a anunciar um boicote, mas esclareceu que esse boicote seria “aos Estados Unidos, não à Copa”. Ele tentou negociar a mudança das partidas para o México, algo que foi rejeitado pela Fifa.

Donald Trump –laureado por Infantino em dezembro como o “Prêmio da Paz da Fifa”–, a seu estilo, deu declarações agressivas e contraditórias. “A seleção iraniana é bem-vinda para a Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam nela, por sua própria vida e segurança”, publicou o presidente dos Estados Unidos.

Infantino afirmou na última terça que “o Irã estará na Copa do Mundo”. Ele acompanhou em Antalya, na Turquia, a vitória por 5 a 0 da equipe iraniana em amistoso contra a Costa Rica, conversou com atletas e dirigentes e posou para fotos.

“Representar uma nação traz grande responsabilidade, e eu encorajei os jogadores a continuar inspirando seus torcedores e fazendo seu povo sonhar”, declarou o mandatário da Fifa. “O futebol traz união e esperança, mesmo nas situações mais desafiadoras.”

As situações são desafiadoras também em várias outras regiões do planeta, com conflitos em locais como Palestina e Ucrânia. As seleções palestina e ucraniana não se classificaram para o Mundial, mas certamente haverá nos estádios norte-americanos manifestações a respeito das guerras em andamento no mundo enquanto 48 times de futebol batalham pela Copa do Mundo.

- Publicidade -
Menina de Luxo
juranda e jackson vania
- Publicidade -
jujava
abaixo do destaque
- Publicidade -
Certificado Digital

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

Suspeitos de Tangará são presos após matarem jovem de 17 anos. Corpo foi encontrado em canavial

Três homens suspeitos de participação na morte do adolescente...

PSF Itamarati reúne comunidade para diálogo sobre saúde mental em Nova Olímpia

Moradores de Nova Olímpia participaram, na manhã desta sexta-feira...

Veja a programação de hoje das novelas na TV

A NOBREZA DO AMOR – Globo, 17h35 Kênia afirma a...
Feito com muito 💜 por go7.com.br