quinta-feira, 2 abril 2026
- Publicidade -
Dengue
22.1 C
Nova Olímpia
- Publicidade -
IR 2026

A milenar cura pela luz solar: ciência médica ou tratamento místico?

Maior fonte de vida da Terra, o Sol tem sido considerado pelas antigas civilizações, desde os egípcios até os gregos, como um deus maior, geralmente associado a práticas de saúde, bem-estar e cura. Embora não exista comprovação de que os nossos ancestrais acreditassem em uma cura direta, via exposição à luz, o calor era certamente utilizado de forma prática.

Um exemplo vivo dessa terapêutica, o Papiro Ebers, um rolo de 20 metros que contém 700 receitas e tratamentos médicos, indicava pomadas ativadas pelo calor solar para tratar doenças musculares e tosses. Na Roma Antiga, o médico Areteu da Capadócia, receitava o uso do Sol para seus pacientes com letargia, hoje identificada como depressão.

    • Já no primeiro século da Era Moderna, o filósofo e médico persa Ibn Sina, mais conhecido como Avicena, também reconhecia em seu

Cânone da Medicina

     os benefícios do Sol na saúde humana. Em diagnósticos de doenças físicas e psicológicas, o pensador descrevia o impacto positivo da luz solar em várias doenças, como asma e histeria.

Sol, magia e cromoterapia

x. (Fonte: Getty Images/Reprodução)
O deus grego Hélios, uma das fontes de adoração do Sol. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

Com  o passar dos séculos, essas curas pela luz solar continuaram em alta, mas jamais se desvencilharam completamente da abordagem mística do Sol como divindade. Nem com a revelação do espectro das cores da luz solar, no século 17, por Isaac Newton, a linha tênue entre ciência e crenças místicas se rompeu.

Já no século 19, a luz solar como agente de cura universal era uma teoria defendida por personalidade díspares como o místico alemão Jakob Lorber e a reformadora de saúde pública britânica Florence Nightingale. O primeiro dizia que a luz do Sol em si curava, enquanto Nightingale defendia que a luz solar podia matar algumas, mas não todas, bactérias e vírus.

Na mesma época, o médico e místico americano Edwin Babbitt criou a cromoterapia, uma forma de tratamento que usa cores e luz para promover a saúde e o bem-estar. Para colocar em prática sua teoria, Babbitt inventou um dispositivo especial, o Chromolume, um vitral portátil que filtrava a luz em cores diferentes, para tratar doenças. Em 1946, um upgrade do aparelho, chamado Spectro-Chrome, rendeu US$ 1 milhão ao seu criador.

O uso da luz na estética e na medicina modernas

x. (Fonte: Getty Images/Reprodução)
Máscaras de LED prometem reverter os sinais de envelhecimento. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

Antes reverenciada como mágica e divina, a luz hoje está nos principais “cardápios terapêuticos” da medicina moderna: fototerapia com luz azul para tratar icterícia neonatal, luz branca ou azul  para regular a melatonina no transtorno afetivo sazonal (TAS), e luz ultravioleta para aliviar doenças da pele como psoríase.

Já na indústria da beleza, tecnologias como máscaras de LED prometem combater a acne e sinais de envelhecimento. No entanto, os limites entre ciência pura e pensamento mágico ainda continuam um pouco embaralhados.

 

- Publicidade -
para-mais-informacoes%e2%98%9d

Compartilhe

Popular

Veja também
Relacionados

Signos através dos astros

A Lua terá hoje trânsito pleno em Libra e...

Jogos hoje (02/04/26) ao vivo de futebol: onde assistir e horário

Confira onde assistir ao vivo aos jogos de futebol...

TANGARÁ: Mulher condenada por matar o próprio filho e abandonar corpo em canavial é presa

A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Regional...

MT tem vagas em seletivos e salários chegam a R$ 37 mil

Mato Grosso tem centenas de vagas abertas, entre contratação...
Feito com muito 💜 por go7.com.br