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Vereadores aprovam abertura de cassação contra prefeito de Diamantino

Seis meses após vir à tona o vídeo em que o prefeito de Diamantino Manoel Loureiro Neto (MDB) aparece negociando a pintura de prédio público com empresário da construção civil e contanto alta quantia em dinheiro em seu gabinete, que seria propina, a Câmara Municipal aprovou a criação de uma comissão processante para analisar a suposta quebra de decoro e a perda de mandato do gestor.

A Comissão foi aprovada durante a sessão noturna dessa segunda-feira (26), quando 5 dos 9 vereadores votaram favorável ao pedido de uma moradora do município, Maria de Fátima Simonini Molina, que protocolou o pedido de cassação de Loureiro.   Segundo o pedido, as denúncias reveladas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) seriam “graves e não merecem passa impune, sob pena de os vereadores chancelarem a punição político-administrativa”.

Durante a votação, houve empate, sendo que 4 votaram pela abertura e 4 pela rejeição. Coube ao presidente da Câmara, vereador Arnildo Neto (Podemos), dar o voto de desempate, e votou favorável à denúncia.  Os vereadores, Adriano Soares Correa (PSB), Alfredo Matheus Keller (PSD), Michele Cristina Carrasco Mauriz (União) e Rosenilda Martins da Silva Pinhata (MDB) votaram contra o pedido.

Já Diocelio Antunes Pruciano (PDT), Edimilson Freitas Almeida (PSD), José Carlos David (PDT) e Ranielli Patrick Arruda Lima (PDT) votaram a favor.

Os nomes definidos para compor a Comissão Processante foram Michele Cristina (Relatora), Alfredo Matheus Keller (Presidente) e José Carlos David (Membro). O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias.

Operação Avaritia  

Deflagrada pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), do Ministério Público de Mato Grosso, em 16 de agosto de 2023, a Operação Avaritia investiga a construção de uma nova cerca no cemitério, novas salas de aula e a cobertura de uma quadra poliesportiva.

Vídeos anexados ao processo, mostram o prefeito contando dinheiro que, supostamente, teria recebido de propina em seu gabinete. As imagens mostram Manoel contando notas de R$100 e R$50. Segundo a denúncia do MP, o dinheiro era uma exigência do prefeito para autorizar a liberação do pagamento de serviços prestados por uma construtora ao município. O vídeo foi apresentado pelo dono da construtora como prova da cobrança que, segundo ele, chegava a 10% do valor do serviço.

Além dos vídeos, a investigação encontrou diversas mensagens que Manoel teria mandado para os empresários que prestam serviços à Prefeitura de Diamantino. Nas mensagens, Manoel informa sobre o pagamento de notas fiscais e pede que os empresários providenciem ‘os documentos’ que, segundo a investigação do Ministério Público, seria a Prefeito de Diamantino, Manoel Neto, foi alvo da Operação Avaritia do Naco propina.

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