Um estudo inédito publicado na revista The Lancet em 2025 expõe números alarmantes sobre violência sexual na infância e adolescência no Brasil. Segundo a pesquisa, 17,7% das mulheres (uma em cada seis) e 12,5% dos homens (um em cada oito) com 20 anos ou mais relataram ter sofrido abuso antes dos 18 anos.
Apesar de altos, os índices brasileiros são menores que os de países como Chile (31,4% mulheres) e Costa Rica (30,9% mulheres). No entanto, especialistas alertam que os dados podem ser ainda maiores devido à subnotificação.
Mulheres
17,7% sofreram abuso sexual na infância/adolescência
Homens
12,5% sofreram abuso sexual na infância/adolescência
Impactos na Saúde e Desafios no Enfrentamento
A pesquisa revela que vítimas de abuso sexual na infância têm maior risco de desenvolver:
- Depressão e ansiedade
- Uso abusivo de álcool e drogas
- Doenças crônicas (como asma e ISTs)
- Dificuldades cognitivas e emocionais
Luisa Flor, uma das autoras do estudo, afirma:
“Quem sobrevive à violência enfrenta barreiras como vergonha e medo, que dificultam a denúncia. O Brasil tem políticas, mas falta integração entre saúde, educação e segurança pública.”
| Vítimas | Número de Casos |
|---|---|
| Mulheres | 67.820 |
| Homens | 9.676 |
| Gênero não informado | 899 |
Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública (2024)
Com quais países o Brasil se compara?
O que pode ser feito?
Especialistas apontam que é necessário:
✅ Fortalecer políticas de proteção infantil
✅ Melhorar a integração entre saúde, educação e segurança
✅ Combater a subnotificação com campanhas de conscientização
Itamar Gonçalves, da Childhood Brasil, ressalta:
“Estamos em 2025 e ainda não temos um plano nacional eficiente. Municípios não sabem como agir, e vítimas ficam sem apoio.”
*Com informações Folha de São Paulo

