O Sistema Penitenciário de Mato Grosso enfrenta uma sequência alarmante de fugas em 2025. Até essa sexta-feira (19.09), já foram registradas 27 evasões, com 16 presos ainda soltos nas ruas. O cenário evidencia falhas graves de segurança e coloca em risco a população.
Caso mais recente ocorreu na manhã de sexta-feira (19), na Cadeia Pública de Alto Araguaia, 420 km de Cuiabá. O detento Valdir Nunes da Silva, condenado por homicídio e com longa pena a cumprir, escapou durante o regime de trabalho externo. Mesmo já tendo sido foragido em outra comarca, ele estava autorizado a prestar serviços na Prefeitura da cidade e aproveitou a saída para fugir. Esta foi a quarta fuga registrada na unidade prisional em três anos.
Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), das 27 fugas registradas em 2025, 11 presos foram recapturados, mas a maioria ainda não foi localizada. Em 2024, o problema também foi grave: 40 fugas, com apenas 13 recapturados.
Entre os episódios mais graves do ano estão as fugas de Jessica Leal da Silva, vulgo “Arlequina” e Angélica Saraiva de Sá “Angeliquinha”, ocorridas no dia 17 de agosto. A dupla é considerada de alta periculosidade pelas autoridades, além de serem apontadas como líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) em município do interior do Estado.
Segundo informações, elas teriam serrado duas grades da cela 11, no Raio 4, da Penitenciária Feminina Ana Maria do Coutom onde estavam custodiadas. Em seguida, romperam a grade superior da cobertura, tiveram acesso ao pavilhão e depois à área externa do presídio. A fuga ocorreu pela obra da fábrica dentro da penitenciária, cujo portão estava apenas encostado e sem vigilância. Elas continuam foragidas.
Outro caso de grande repercussão foi a fuga de seis detendo do Complexo Industrial Ahmenon Lemos Dantas, no dia 14 de agosto. Três deles já foram recapturados.
Seguem foragidos Ismael Mendes de Paula, Sandro Teixeira e Bruno Fernandes de Souza Costa. Não há informações sobre quais crimes eles cometeram.
Denúncias com sigilo garantido
A Sejus pede a colaboração da sociedade e reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 ou (65) 98126-0185. O órgão garante sigilo total das informações repassadas.








