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Roubos de cargas em MT aumentam 52% no primeiro semestre

 

O roubo de cargas em Mato Grosso aumentou 52% no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, foram contabilizadas 172 ocorrências, uma média de quase uma vítima por dia. As principais cidades com registros foram Rondonópolis e Várzea Grande, com 19 ocorrências cada, e Jangada com 16.

No mesmo período de 2021, foram contabilizados 113 casos, mas Rondonópolis também já aparecia em primeiro lugar no ranking de municípios com mais registros. Ali foram contabilizados 18 roubos de carga à epoca. Jaciara e Cuiabá vinham logo depois, com 14 e 8 ocorrências, respectivamente.

Crescimento anterior

Outro momento de crescimento nesse tipo de crime foi identificado pelo Atlas da Segurança Pública de 2022. Conforme os dados, em 2020, o Estado teve 89 registros e no ano passado, saltou para 229. Uma variação de 154,3%, a maior de todo o país. À época, a média indicava um roubo a cada dois dias.

A atuação criminosa

O titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Vitor Hugo Bruzulato, lembra que em Mato Grosso é o maior produto de grãos do país e isso chama a atenção das organizações criminosas, que buscam, cada vez mais, atividades lucrativas. Ademais, há também os receptadores que recebem esses produtos roubados ou furtados.

“Esse tipo de produto facilita muito a ação, porque tem um valor agregado e ele não tem identificação. O milho transportado por milhares de carretas, legalizado ou roubado de um veículo, ele é o mesmo, não há como fazer essa identificação”, diz ainda o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Arthur Nogueira.

O PRF explana que essa migração para o crime relacionado aos grãos é resultado também do “sufocamento” realizado pelas forças de segurança, na questão do crime de tráfico de drogas, por exemplo.

(Foto: Agência Brasil)

“São organizações criminais sem vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), mas é uma organização criminosa voltada para roubos e furtos de grãos aqui no estado”, pontua o delegado.

Nogueira comenta que esse crime nasce dentro de um município onde as pessoas se reúnem e cada um dos membros do grupo fica responsável por uma função. O policial frisa que é tudo muito bem organizado porque é uma ação rápida.

“Eles se deslocam para a rodovia já sabendo qual veículo interceptar e qual ponto interceptar, para onde será levado o refém, quanto tempo ele permanecerá ali, porque ele já tem mapeado quem será o receptador dessa carga, para fazer a entrega e depois abandonar o veículo”, detalha. “O alvo deles é a carga, é o crime patrimonial, não é um crime contra a pessoa, eles não têm interesse em fazer nada contra o motorista, ou quem estiver com o motorista, para não repercutir”, indica.

Trabalho policial

Nogueira reforça que a PRF traçou uma estratégia para poder diariamente ter equipes em determinados pontos já levantados com esse número de ocorrências registradas, por isso é importante que os motoristas façam esses registros, para que as forças policiais possam trabalhar essas informações

“E possam deslocar as equipes para os pontos de maior incidência dessas ações e chegar até os criminosos muitas vezes antecipando, evitando que esses roubos ocorram”, completa Nogueira.

A GCCO, em atribuição recente, passou a investigar esses crimes e Bruzulato avalia que os resultados já são positivos, graças a um trabalho amplo.

“Visamos não só a prisão, mas também o sequestro de bens, atingir o patrimônio dessas organizações criminosas, combatendo ainda o crime de lavagem de dinheiro”, destaca Bruzulato.

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