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Registros de crimes virtuais crescem 119% em um ano no Estado de MT

O número denúncias envolvendo crimes informáticos cresceu 119% em Mato Grosso em 2022 na comparação com o ano anterior, conforme a delegacia especializada neste tipo de ocorrência. O delegado Ruy Guilherme Peral, que está à frente da Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) de Mato Grosso desde 2020, diz que o aumento nos registros se deve parte à confiança da população na Polícia Civil e parte ao avanço dos crimes no ambiente virtual.

Conforme o delegado, além do aumento, os golpes por meio do celular ou redes sociais estão se sofisticando. Por isso, as vítimas precisam ser ágeis nas denúncias. “O que vai garantir, na maioria das vezes, que o valor seja recuperado é o fator tempo. Ou seja, é a vítima agir rapidamente, procurando a Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência”, explica.

A DRCI também registrou aumento de 403% na conclusão de procedimentos por crimes informáticos. Apesar do aumento da intervenção policial, o delegado revela que a estrutura da delegacia ainda é inicial e incapaz de atender toda a demanda, mas que ela está gradualmente sendo equipada e recebendo reforço de servidores.

O golpe mais aplicado em 2022 foi a extorsão através de contas falsas. Nesta modalidade, o criminoso usa as redes sociais para se passar por alguém e enganar seus familiares. Quando as vítimas descobrem, muitas vezes já é tarde demais.

“Geralmente, a extorsão mira homens com idade superior a 50 anos. Os golpes de perfil falso e sequestro de perfil têm como principais vítimas as pessoas que não possuem os mecanismos básicos de segurança nas suas redes sociais”, esclarece.

Neste ano, mais de R$ 2,8 milhões obidos em golpes virtuais foram recuperados pela delegacia, um aumento de 290% na comparação com 2021. Embora o número pareça grande, é uma pequena parcela do total extorquido, pois muitas vítimas procuram a Polícia tardiamente, dificultando o resgate do valor.

“Os criminosos também estão sempre inovando. Na grande maioria das vezes, eles utilizam uma base comum e criam novas estratégias de abordagens”, relata o delegado.

Segundo Peral, os bancos têm sido aliados da Polícia Civil. O setor antifraudes das instituições ajuda os policiais com atendimentos, informações e bloqueios administrativos.

Mesmo com esforços somados, muitas vezes os criminosos conseguem burlar os mecanismos de segurança com a “pulverização” do dinheiro em várias contas, muitas delas de laranjas.

A instrução do delegado para as vítimas é de que, ao perceber quer foram extorquidas, imediatamente procurem a Polícia Civil e avisem os bancos para que as autoridades possam iniciar as investigações com maiores chances de sucesso.

Peral conclui revelando há uma previsão de melhorias para a estrutura da DRCI em 2023, com aumento no contingente através de concurso. Com isso, os resultados poderão ser maximizados.

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