A morte de Ednamara da Silva Pereira, de 28 anos, vítima de feminicídio em , a 259 km de Cuiabá, no último domingo (20), levou a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, a se manifestar publicamente, defendendo prisão perpétua e pena de morte para feminicidas.
A vítima foi atingida por uma facada, e o principal suspeito do crime é o companheiro, Warley Souza de Araújo, de 34 anos. Preso, ele alegou que atingiu Ednamara durante uma “brincadeira”.
Ela chegou a ser socorrida com vida e encaminhada ao Hospital São João Batista, mas não resistiu aos ferimentos. Ela deixa três filhos pequenos.
Em abril deste ano, . Na ocasião, ela se afastou temporariamente de Warley, mas acabou reatando o relacionamento.

Em uma nota publicada no Instagram, a primeira-dama lamentou a morte da vítima e criticou “a impunidade” de “leis que falham em proteger quem mais precisa”.
“Minha alma está em luto. Minha voz está em revolta. Isso é feminicídio — e precisa ser tratado com a urgência e a severidade que merece. […] Defendo, sim, leis mais rígidas. Prisão perpétua. Pena de morte. O medo precisa mudar de lado”, escreveu Virginia no Instagram.

Ela também disse estar comprometida com políticas públicas voltadas à proteção da mulher e concluiu: “Pela memória de Ednamara e de tantas outras que se foram… e por todas as que ainda podemos salvar”.
Durante audiência de custódia realizada nessa segunda-feira (21), a Justiça converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva de Warley. A decisão foi assinada pelo juiz Darwin de Souza Pontes, da comarca de Poxoréu.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

