O presidente da Associação das Diversidades Intelectuais (Adin) de Tangará da Serra, Rui Alberto Wolfart, preso nessa quarta-feira (26), durante uma operação que investiga desvio de verbas e falsificação de documentos na instituição, foi solto após o pagamento de uma fiança de R$ 75 mil, no mesmo dia da prisão.
A prisão em flagrante ocorreu durante a Operação Neurodiverge, deflagrada pela Polícia Civil. Rui foi preso por posse ilegal de arma de fogo.
As investigações começaram há seis meses, após uma denúncia anônima feita pelo Disque 100. A Polícia Civil cumpriu seis mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de celulares, computadores e documentos relacionados às suspeitas de irregularidades.
Além do presidente, três funcionários da Adin foram afastados de suas funções após prestarem depoimento à polícia.
Fraudes e desvio de verbas públicas
A Adin foi reconhecida como entidade de utilidade pública pela Câmara Municipal de Tangará da Serra em 2023 e atua no atendimento de crianças neurodivergentes da rede municipal de ensino.
As investigações apontam que a associação teria recebido milhões de reais em repasses públicos, sendo suspeita de desviar parte desses recursos por meio de documentos falsificados.
Para evitar que as crianças atendidas sejam prejudicadas, a Justiça determinou a nomeação de um interventor responsável por garantir a continuidade dos serviços prestados pela instituição enquanto a investigação prossegue.



