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Polícia descobre cemitério clandestino do CV em Cuiabá durante buscas por maranhenses

Operação da polícia buscava corpos de quatro vítimas que estavam desaparecidos em MT, quando encontrou o lugar

Um cemitério clandestino utilizado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho para desovar corpos foi descoberto pela Polícia Civil, na região do bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. O ‘achado’ ocorreu durante buscas pelos corpos dos maranheses Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos, e Clemilton Barros Paixão, 20, desaparecidos desde maio de 2021. O local foi descoberto em novembro de 2023.

À época, em entrevista à imprensa, o então delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Caio Fernando Alvares de Albuquerque, explicou que havia a possibilidade de os corpos dos quartos maranhenses desaparecidos estarem enterrados no local, assim como outras vítimas do “tribunal do crime”.

“Durante todo o período da investigação, com todos os relatos de testemunhas e também de alguns suspeitos, aponta que os maranhenses foram torturados em uma residência próximo do local que estávamos, cerca de 1 quilometro, e, em seguida, foram enterrados naquela região, que devido a outras investigações, é um lugar conhecido e por este motivo, a polícia acredita que se trata de um cemitério clandestino”, disse o delegado.

O CASO

A Polícia Civil deflagrou, em fevereiro de 2023, a ‘Operação Kalypto’ para investigar os crimes de tortura, assassinato e ocultação de cadáver contra os rapazes. Foram apreendidos aparelhos celulares que passariam por análise da equipe de investigação. Contudo, os corpos das vítimas nunca foram localizados.

Reprodução

Maranhenses

As execuções foram ordenadas por uma facção, por ordem do ‘tribunal do crime’, porque julgou que as vítimas pertenciam a outro grupo rival e, dessa forma, resolveram assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo -, que desapareceram das respectivas residências, no Jardim Renascer, em Cuiabá.

Investigação da polícia constatou que apenas um dos mortos tinha ligação com crime, mas, de forma bem tímida, que nem passagem pela polícia havia. Outros três morreram por estar no lugar e hora errados.

“No momento em que os criminosos chegaram na casa das vítimas, esses outros dois maranhenses estavam na residência e os faccionados não vão deixar duas testemunhas oculares livres e, infelizmente, também foram levados”, finalizou o delegado.

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