terça-feira, 19 maio 2026
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MT tem o 4º maior porcentual de óbitos por causa não natural

Estatísticas do Registro Civil, divulgadas ontem (16), pelo IBGE mostram que, em 2023, ocorreram 21.072 óbitos em Mato Grosso

Estatísticas do Registro Civil, divulgadas ontem (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) mostram que, em 2023, ocorreram 21.072 óbitos, em Mato Grosso. A quantidade representa uma alta de 0,6% em comparação ao ano anterior. Do total, 18,7 mil foram por causas naturais e 2,3 mil por causas externas (não naturais), correspondendo 11% do total, o quarto maior percentual entre as 27 unidades da Federação.

Em primeiro aparece o Amapá, com 16,7% dos óbitos decorrentes de causa não natural, seguido do Tocantis (12,6%) e Maranhão (11,4%). Os falecimentos resultantes de eventos ou ações externas ao indivíduo são frequentemente causadas por violência, como homicídios e suicídios, ou acidentes.

Também junto com o Amazonas (2%), Amapá (1,5%) e o Acre (0,6%), o Estado está entre as quatro unidades da Federação na contramão do país, que teve uma redução de 5% no número de óbitos no mesmo período. Em 2023, foram 1,43 milhões de óbitos em nível nacional, registrados até o primeiro trimestre de 2024. A maior queda se deu no grupo de idosos de 80 anos ou mais de idade, com -7,9. Os demais 23 estados também tiveram redução.

Ainda que residual, a gerente das Estatísticas do Registro Civil, Klívia Brayner, sinalizou a presença de óbitos em consequência da covid-19. A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o fim da emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII) somente em maio de 2023.

“Podemos olhar para as informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde (SIM/MS), e ver que grande parte da queda no número de óbitos está relacionada ao fim da pandemia. É uma queda muito importante, pois estamos retornando aos patamares pré-pandemia”, disse Brayner. O SIM aponta, conforme informações do Instituto, que em 2023 houve uma queda de 55,7 mil óbitos classificados na categoria “doenças por vírus de localização não especificada”, relacionados à covid-19.

Em Mato Grosso, praticamente a metade dos falecimentos ocorreu na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (RMVRC). Foram 6.208 óbitos correspondentes a residentes da RMVC, que abrange cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Acorizal, Chapada dos Guimarães e Campo Verde.

Outros 3.989 falecimentos ocorreram em Cuiabá e 661 do entorno da RMVRC. Já 14,9 mil ocorreram em hospitais; 3,8 mil em domicílios e 2,2 mil em vias públicas e outros locais não especificados.

As Estatísticas do Registro Civil revelam também dados sobre as mortes por sexo. No ano retrasado, o número de óbitos masculinos (12.946) foi superior ao feminino (8.112) no território mato-grossense. A maioria (12,9 mil) tinha 60 anos ou mais.

Cenário semelhante é verificado no país, sendo que o grupo de idosos em geral representou 71% dos óbitos registrados, o que corresponde a 1,01 milhão de mortes de pessoas idosas. Na comparação com 2022, observou-se uma queda de 5,7% (61.272 óbitos registrados a menos).

NASCIMENTOS E CASAMENTOS – O levantamento do IBGE traz ainda dados sobre nascidos vivos. Em 2023, Mato Grosso contabilizou 57.925 nascimentos, sendo 14.337 na Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e 9.317, em Cuiabá; 1.212 no entorno da RMVARC. Do total, a maioria meninos (29,8 mil) e, pouco mais de 28 mil, meninas.

No Brasil, foram 2,52 milhões de nascimentos ocorridos no ano, uma queda de 0,7% em relação a 2022, quando foram registrados 2,54 milhões de nascimentos. Entre as unidades da federação, 18 apresentaram queda, com destaque para Rondônia (-3,7%), seguida pelo Amapá (-2,7%), Rio de Janeiro (-2,2%), Bahia (-1,8%) e São Paulo (-1,7%). Entre as nove UFs que apresentaram alta, destacam-se Tocantins (3,4%) e Goiás (2,8%).

Conforme o IBGE, assim como a redução da natalidade e da fecundidade, também o envelhecimento do padrão de fecundidade vem sendo sinalizado nos últimos censos demográficos. Isto se observa no aumento do número de registros de nascimentos gerados por mulheres mais maduras.

Já em relação aos casamentos foram realizados mais de 940 mil casamentos no ano retrasado no país. Do total, apenas 11,2 mil entre pessoas do mesmo sexo, um aumento de 1,6% em relação a 2022. No Estado, foram 20.274 casórios ao todo.

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