“O terror que eles praticam, fazem crimes que nos remontam aos tempos da Idade Média, crimes medievais que hoje nós assistimos muitas vezes nos filmes, mas que eles praticam no dia-a-dia. Queimam corpos, arrancam corações, fazem todo tipo de atrocidade, aterrorizando e dominando, através do terror, uma boa parte [da população] e daí vem o seu poder”, disse Mauro.
O governador disse que o problema das facções surgiu há 30 anos e o estado brasileiro nunca foi capaz de solucioná-lo. Com o tempo, os criminosos aumentaram o seu poder bélico e de influência, dominando sobretudo as porções mais vulneráveis da população.
“Não fomos capazes de resolver esse problema, que se agravou, essas facções se organizaram, dominaram os presídios brasileiros e muito mais do que isso, dominaram a maior parte das periferias das cidades brasileiras”, afirmou.
Mauro criticou as leis do país que, na visão dele, não são firmes o suficiente para fazer frente ao avanço do crime organizado.
“As facções criminosas nos amedrontam, praticam atos como se terroristas fossem, como para mim o são, mas pela lei brasileira não são”, disse. “Repousa sobre o Congresso Nacional a grande missão de mudar algumas leis para que nós possamos combater isso”, acrescentou.
Por sua localização, na fronteira com outros países sul-americanos, Mato Grosso é considerado um ponto estratégico na logística do tráfico internacional de drogas e de armas. Por conta disso, em algumas regiões, há uma verdadeira guerra travada entre as duas principais facções do Brasil pelo controle da atuação do crime.
O avanço da criminalidade violenta em todas as regiões do estado levou o Governo a criar o programa Tolerância Zero ao Crime Organizado, que visa combater ações das facções que atuam no estado.
Mesmo assim, o governador Mauro Mendes cobra uma resposta rápida do Congresso Nacional e vem reiteradamente criticando o Código Penal Brasileiro, que ele considera ultrapassado e insuficiente para combater a nova realidade do crime.








