A manicure Zayama Kelly de Oliveira, de 38 anos, passou a viver no salão de beleza onde trabalha, em Tangará da Serra (MT). Ela teve a casa destruído durante um temporal que atingiu da cidade no dia 19 de junho.
Além das dificuldades enfrentadas com moradia, Zayama ainda precisa se desdobrar para cuidar de duas filhas e da neta, de apenas um ano de idade.
A família morava na casa destruída há mais de 15 anos e nunca havia passado por algo parecido. Após as fortes chuvas, o imóvel ficou alagado e ela perdeu os bens essenciais, como camas, geladeira e utensílios domésticos.
A Defesa Civil vistoriou o local e constatou que não há mais condições seguras na estrutura. Por essa razão, a manicure procurou a Defensoria Pública do Estado (DPE), que entrou com uma ação contra a prefeitura.
Segundo Zayama, esse problema aconteceu depois que as máquinas da administração pública danificaram o muro da casa dela, durante a demolição do imóvel vizinho e, também, por retirarem parte do meio-fio da rua. Sem essa barreira de contenção, a enxurrada entrou na casa dela no dia do temporal.
Com renda mensal de R$ 2 mil, a manicure recebe auxílio do governo federal por meio do CadÚnico e agora, conta com doações da comunidade para se reerguer.
O defensor público Daniel Rodrigo de Souza Pinto explicou que a expectativa é que a Justiça acolha o pedido e determine que a prefeitura disponibilize hospedagem provisória, acolhimento temporário de imóvel público ou o custeio de um aluguel residencial para abrigar a família.
A Prefeitura de Tangará da Serra foi procurada para se manifestar sobre o assunto, mas até a publicação dessa reportagem, não emitiu posicionamento.








