Após quase dois anos de espera por justiça, a mãe de Henrique Felipe de Oliveira, morto em maio de 2024, continua sua luta que parece não ter fim.
Recentemente a família recebeu a notícia de que o caso foi reavaliado e, sendo considerado homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Indignada, a mãe, Maria Raimunda Felipe de Oliveira desabafa em um vídeo. “Você acha isso certo? Seu filho sair para trabalhar e ser colhido por um ser que resolveu beber e dirigir? Ele não teve culpa? Foi o Henrique que teve culpa de sair de casa para trabalhar?”, argumenta Maria ao mostrar a bag, um dos tênis e o capacete que o filho usava na noite de sua morte. “Além dos lanches ele deixou muito sonhos interrompidos”, declara. “Estamos revoltados por essa justiça que diz que o ser que o atropelou e o matou não teve culpa. Não teve culpa de beber, pegar o seu carro e atropelar meu filho o arrastando por 20 metros e o matar”, ressalta. “Nós queremos justiça”, assevera, solicitando o compartilhamento do vídeo que ganhou as redes sociais.
O caso agora segue para análise do Tribunal de Justiça. “Eu enquanto mãe, a família e os amigos esperamos que seja julgado e que esse ser, vá a júri popular, porque é consequência. Ele assumiu o risco de matar, quando ele resolveu beber”.
O caso – Henrique Felipe de Oliveira, de 24 anos, trabalhava como entregador (motoboy) e realizada por volta das 20h30 uma entrega na Rua 05 do Jardim Europa, quando ao parar a motocicleta em que estava para realizar a entrega foi colhido por um veículo que transitava sentido Centro ao bairro onde aconteceu o atropelamento.
O impacto da colisão foi violento, lançando a vítima a vários metros de distância e causando sua morte.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acionou a Polícia Judiciária Civil que, ao chegar ao local do acidente, encontrou o suspeito do crime com sinais visíveis de embriaguez. O suspeito recebeu voz de prisão no local, e passou pelo teste de alcoolemia (bafômetro) que constatou a ingestão de 1,01 mg/l de álcool.

