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Justiça suspende função e porte de arma de policial penal acusado de facilitar entrada de celulares e drogas no CDP de Tangará da Serra

O juiz Ricardo Frazon Menegucci, da 1ª Vara Criminal de Tangará da Serra, determinou o afastamento do policial penal J.A.S.F. do cargo público e a suspensão de seu porte de arma de fogo, após investigações apontarem que ele cobrava R$ 2.500 por cada celular levado ilegalmente para dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. A medida foi tomada no âmbito da operação “Infiltrados”, deflagrada na última quinta-feira (18).

As investigações revelaram que o servidor usava o cargo para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros itens proibidos no interior da unidade prisional. Segundo a Polícia Civil, ele chegou a ser flagrado recebendo uma sacola com celulares, carregadores e fumo de um ex-detento monitorado por tornozeleira eletrônica. O caso gerou grande repercussão, e a identidade do servidor foi mantida sob sigilo devido à natureza do processo, que segue em segredo de justiça.

A decisão judicial também autorizou busca e apreensão no alojamento da Polícia Penal de Tangará da Serra, além da quebra de sigilo dos dados telefônicos dos aparelhos apreendidos. A Justiça entendeu que essas medidas são necessárias para aprofundar a investigação e verificar a possível existência de outros elementos ilícitos ou envolvidos.

O pedido de prisão preventiva do policial chegou a ser feito pela Polícia Judiciária Civil, mas foi negado pelo magistrado. O juiz considerou que o acusado possui condições pessoais favoráveis e que os crimes, apesar de graves, não envolvem violência ou ameaça direta, podendo ser tratados com medidas alternativas, como o afastamento do cargo, o que, segundo ele, já é suficiente para garantir o andamento regular do processo.
O servidor investigado deverá responder pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação de entrada de aparelhos proibidos em unidade prisional. A operação “Infiltrados” segue em curso e pode revelar a participação de outros envolvidos no esquema ilegal dentro do sistema penitenciário de Mato Grosso.
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