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Jovem morta cuidava de crianças e sonhava em fazer pedagogia

 
 
 

A família da jovem Thalia Santos, de 24 anos, ainda não consegue acreditar em sua morte e, menos ainda, em como ela foi encontrada, despida e enforcada com um cadarço em meio a uma construção abandonada em Sinop (a 498 quilômetros de Cuiabá).

“Eu não consigo acreditar que ela está morta, não a vi no caixão porque estava fechado. Não sei se isso é bom por não ter essa lembrança ruim dela morta, ou ruim por não ter conseguido me despedir”, disse Thais Kamila, irmã da jovem.

Thalia trabalhava como monitora em uma escola de educação infantil, era apaixonada por crianças e tinha o sonho de cursar pedagogia.

“A patroa dela me contou que na terça de manhã muitas mães foram levar os filhos e chegaram chorando, não acreditando no que tinha acontecido. Ela era uma pessoa muito boa, todos gostavam muito dela”, afirmou Thais.

“Ela era alegre, gostava de dançar e cantar, não tinha vergonha de nada, era muito humilde. Era carinhosa e não via maldade nos outros, não guardava rancor de ninguém e era ingênua”.

A jovem estava desaparecida desde a noite de quinta-feira (14) quando saiu de casa, por volta das 19h30, para visitar uma amiga que mora no mesmo bairro, Boa Vista. Ela nunca chegou à casa da amiga.

Como morava com os pais, logo pela manhã eles se deram conta de que Thalia não havia dormido em casa e começaram imediatamente a procurá-la.

“Nos preocupamos porque ela não era de fazer isso. Liguei para a escola e eles também estavam preocupados. Ela era muito responsável e avisava até se ia se atrasar”.

A amiga com a qual a jovem iria se encontrar não tinha notícias e sequer tinha conversado com ela na noite em que Thalia desapareceu.

Como só poderiam fazer o boletim de ocorrência após 24 horas do desaparecimento, a família resolveu usar as redes sociais e divulgar o caso.

Com isso muitos trotes e informações desencontradas surgiram sobre o suposto paradeiro da jovem.

“Falaram que viram minha irmã amanhecendo em um posto com alguns homens. Outros falaram que ela estava desorientada andando suja pela rua. Íamos desesperados atrás, mas não era ela”, afirmou.

O fim da procura

O corpo de Thalia foi encontrado no Bairro Setor Industrial por crianças que soltavam pipa. O brinquedo caiu na construção e quando o grupo entrou para buscar se deparou com o corpo da jovem já em estado avançado de decomposição.

A propriedade está localizada em frente à uma lavoura, poucos metros a frente, na esquina, já há uma propriedade. A Polícia procura imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar a desvendar a autoria do crime.

Antes de o corpo ser encontrado, a família se embrenhou na mata, rodou a cidade e nada de encontrar qualquer sinal do seu paradeiro.  

“Na segunda eu não tinha mais esperanças. Queria muito, mas meu coração falava que ela já não estava viva. Porque ela não ia fazer isso com a minha mãe, não dar nenhum sinal de vida”, afirmou Thais.

A família desconhecia qualquer relacionamento que a jovem estivesse mantendo, ou até mesmo desavenças.

“Ela não era uma menina que dava problema pros pais, ela trabalhava, não usava drogas, não tinha envolvimento com facção, nada disso”.

Irreconhecível

Thalia estava nua e com um cadarço amarrado ao pescoço. Perto dela estava apenas o cropped com que havia saído de casa.

“Não tinha short, não tinha calcinha, não tinha celular, nada”. A jovem saiu de casa apenas com o celular nas mãos. “Ela não levou bolsa nem documentos, nada que indicasse que ela ia fugir ou ficar fora por muito tempo”.

Segundo Thais, o bairro em que a irmã foi encontrada é muito distante do dela. “É bem longe mesmo, não tinha como ela ter ido a pé até lá”.

Apesar de ainda não tem indícios do que ocorreu, ela acredita que a irmã possa ter sido enganada e levada ao local. “Eu sei que quem pegou ela já estava de má intenção e a matou na mesma noite”.

Os elementos que auxiliaram no reconhecimento do corpo foram o esmalte das unhas de cor azul e a única peça de roupa encontrada ao lado do corpo.

“Falaram que estava muito feio já, bastante avançado [processo de decomposição], a única coisa que deu para ver é que a unha estava pintada de azul, e a unha dela estava pintada de dessa cor”.

“Ela vai fazer muita falta, é um vazio que não vai ser preenchido nunca”.

A família agora só espera que a justiça seja feita e que o autor do crime pague pelo que fez.

“A gente vai cobrar e ficar em cima. Minha irmã não vai voltar mais, mas a gente quer justiça, quer que essa pessoa pague pelo que fez com ela”.

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