Um homem identificado como João Marcos de Sousa Silva foi preso na noite deste sábado (04) após uma ocorrência grave registrada em uma mineradora no município de Diamantino, envolvendo reféns, ameaças com faca e incêndio criminoso, que terminou com a destruição total de um imóvel.
De acordo com informações repassadas pelas autoridades, a Polícia foi acionada após denúncia de que um indivíduo estaria mantendo uma pessoa sob restrição de liberdade, mediante ameaça com arma branca, dentro de uma mineradora.
Diante da situação, equipes policiais se deslocaram imediatamente até o local. Durante o trajeto, os agentes receberam a informação de que o suspeito estaria tentando fugir em um veículo, levando uma vítima sob coação. Outra guarnição passou a acompanhar o deslocamento, mas posteriormente foi constatado que o homem havia retornado para uma propriedade rural.
No local, o suspeito passou a realizar sucessivas tentativas de fuga, ameaçando pessoas com faca e utilizando uma delas como refém, obrigando-a a conduzir um veículo sob ameaça. Ainda conforme o relato policial, ele tentou obter outros veículos e constranger novas vítimas para viabilizar a evasão.
Em seguida, o suspeito se isolou dentro de uma residência junto com a companheira e uma criança pequena, momento em que teria liberado gás de cozinha no ambiente e feito ameaças de colocar fogo no imóvel. Após algum tempo, ele ateou fogo na casa, provocando a destruição total da residência.
A vítima conseguiu fugir em um momento de descuido do agressor, saindo do local com a criança em segurança.
Com a chegada das equipes policiais, o suspeito ainda tentou coagir outra pessoa para conseguir fugir, mas acabou sendo cercado e detido. Após a prisão, ele apresentou comportamento agressivo, danificando o compartimento da viatura, sendo necessário o uso de instrumento de menor potencial ofensivo para conter a situação.
O homem foi encaminhado à autoridade policial e deve responder por crimes como violência doméstica, ameaça, uso de gás tóxico e tentativa de homicídio. As vítimas receberam atendimento médico, e o uso de algemas foi necessário devido ao risco de fuga, agressividade e ameaças proferidas durante a condução.



